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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Por uma história dos livros de receitas e tratados de cozinhas

Por Joana Monteleone

Os livros de cozinha têm uma história que vai além dos ingredientes e das panelas. Se a história dos livros é uma disciplina relativamente nova das ciências humanas, a história dos livros de cozinha ainda está quase toda por se fazer. É por isso que precisamos pegar emprestado alguns conceitos usados de forma mais geral para pensarmos sobre os escritos culinários. Assim, o conhecimento do que se lia e como se lia no passado nos permite adquirir uma visão mais ampla da sociedade e da história da cultura em geral.

Pensar nos livros de cozinha nos permite não apenas entender o que se cozinhava nas cortes da Europa, mas o que era visto como importante para ser servido nas mesas reais ou o que se sonhava ser a comida dos reis. Os livros de cozinha nos possibilitam, até mesmo, fazer relações políticas, como nos títulos dos livros, na posição dos cozinheiros na corte, ou econômicas, como a diminuição de determinados temperos ou alimentos em épocas de crise econômica. 

Na França, ao longo do século XVIII, foram editados 29 livros ou tratados de cozinha. É o maior volume de livros e edições sobre o assunto na Europa e faz com que este país se torne um parâmetro para se entender o mercado editorial de livros de cozinha em geral. Mas não podemos pensar que a França descobriu a arte de escrever e editar os livros de cozinha neste período. O século XVIII francês representou até então, de certa forma, o auge do mercado editorial de toda a Europa. Editava-se de tudo, e em várias tiragens, algumas até mesmo clandestinas, como alguns romances pornográficos do período. 

Em Portugal, o primeiro livro de cozinha editado foi o de Domingos Rodrigues, A arte da cozinha, que saiu em 1680. Domingos Rodrigues dizia ter 29 anos de fogão e uma infinidade de banquetes devorados pelos convivas da mesa real portuguesa quando publicou um pequeno volume dedicado às artes da cozinha. “Todas as coisas que ensino experimentei por minha própria mão e as mais delas inventei por minha habilidade”, escreveu no prólogo. O cozinheiro real teria começado a exercer o ofício cedo, ainda sob o reinado de d. João IV, o primeiro soberano da dinastia dos Bragança. Alcançou a graça de sua majestade d. Pedro II, “o pacífico”, trabalhando duro e “com asseio e limpeza”. 

A história de Arte de cozinha é curiosa. O volume escrito por Domingos Rodrigues teve três edições durante seus primeiros anos de vida. A primeira em 1680, a segunda em 1683 e, finalmente, uma terceira em 1698. Outras viriam ao longo do século XVIII, em 1732, em 1741, em 1758, 1765 e 1794. Um verdadeiro sucesso editorial num país em que, no período, publicar um livro não era fácil ou tão comum.

No tempo de Domingos Rodrigues – isto é, no final do século XVII –, notamos que a utilização do açafrão, do açúcar e das mais variadas especiarias, incluindo os diversos tipos de pimentas, é um dos elementos em que se pode compreender o poderio econômico do império português, que podia mandar vir dos lugares mais distantes do globo alimentos que custavam fortunas.

É importante não esquecer que os livros de cozinha, assim como os cozinheiros, viajavam. Foi desta maneira que Lucas Rigaud chegou à corte portuguesa a mando de d.. Maria I, vindo de trabalhos desenvolvidos em diversas casas reais da Europa. O momento era outro e o país estava com a economia em ruínas e, naturalmente, com menos influência no jogo de xadrez da política européia. A França, no século das Luzes, se tornara referência absoluta e indiscutível em matéria de cozinha e já passara por uma sensível transformação de sensibilidade e de gosto. Lucas Rigaud escreveria seu Cozinheiro Moderno em 1780.

Rigaud atualiza a cozinha portuguesa, libertando-a dos excessos de temperos e inserindo-a num gosto comum a outras cozinhas européias. Nada de gengibre, cominhos, cardamos, anis ou açafrão. Os alimentos deveriam ter seu gosto “natural”. Em substituição a esses condimentos, uma variedade de ervas de quintal: manjericão, alecrim, cebolinhas, funchos, coentro seco, trufas brancas. E, como bom francês, nada de azeite; a manteiga aparece em cerca de 60% das receitas.

No entanto, o primeiro manuscrito que trata do assunto em português é o Livro de cozinha da infanta d. Maria, escrito no século XVI, mais especificamente entre as décadas de 1540 e 1560, e até hoje guardado na Biblioteca Nacional de Nápoles. O manuscrito consta de quatro cadernos de receitas que possuem uma história interessante. Com seu casamento com Alexandre Farnésio (1545-1592), III Duque de Parma, Piacenza e Guastalla, em 1565, d. Maria (1538- 1577), filha do infante d. Duarte e neta de d. Manuel I (1469-1521), levou na bagagem os quatro manuscritos com as receitas que costumava comer em sua terra natal. Os manuscritos ficaram adormecidos na Biblioteca de Nápoles até que foram descritos pela primeira vez por Alfonso Miola em 1895. Em 1963, saiu uma edição brasileira patrocinada pelo Instituto Nacional do Livro e pelo Ministério da Educação. No ano seguinte, nos Estados Unidos, editou-se novamente o livro. Portugal ainda teve de esperar até 1967 para que uma edição estudada por Giacinto Manupella e Salvador Dias Arnaut revelasse por completo as receitas de d. Maria.

Em muitas ocasiões, as receitas do livro de d. Maria foram consideradas medievais por trazerem, via de regra, uma intensa mistura de especiarias, o acentuado gosto agridoce e a combinação indistinta entre doces e salgados. Mas, nas receitas do manuscrito, é possível perceber o advento da chamada época moderna e, em especial, do tempo em que d. Maria viveu. Com uma leitura mais atenta, descobre-se nas receitas as influências dos descobrimentos, como na receita do “vinho de açúcar que se bebe no Brasil, que é muito são e para o fígado é maravilhoso” – uma mistura fermentada de água e açúcar – ou mesmo da presença árabe, como na galinha mourisca, que levava salsa, hortelã, limão e canela. E assim percebemos que os livros de receitas, com seus sabores estranhos e esquecidos, suas receitas malucas e utensílios engraçados, nos revelam a época em que viveram seus autores e leitores.

Sugestões de leitura:

CAMPORESI, Piero. Hedonismo e Exotismo. São Paulo: Unesp, 1996.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
FLANDRIN, Jean-Louis e MONTANARI, Massimo. História da alimentação. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.
REVEAL, Jean-François. Um banquete de palavras. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
RODRIGUES, Domingos. Arte de cozinha. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda.
RIGAUD, Lucas. Nova arte de cozinha ou O cozinheiro moderno. Lisboa: Colares, 1999.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

UMAMI - ainda em estudo


Sabores que reconhecemos: salgado, azedo (H+), doce, amargo (K+) e umami (“delicioso”) dado pelo glutamato.

- Sabor Salgado: mediado pelo sódio (ativa canais de sódio sensíveis a amilorida). São canais iônicos sensíveis a eletricidade e permanecem aberto o tempo todo.

- Sabor Azedo: mediado pela alta concentração de H+ (acidez). Há bloqueio dos canais de potássio.

- Sabor Doce: a sacarose possui capacidade de ativas uma proteína G ligada a adenilato ciclase. Há, também, bloqueio dos canais de potássio.

- Sabor Amargo: são detectores de venenos. Bloqueio dos canais de potássio e ativação de uma proteína G acoplada à fosfolipase C.


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Somos capazes de distinguir apenas cinco sabores: salgado, doce, amargo, azedo e umami. Veja como:

Sabor Salgado:
O sal é o cloreto de sódio (Na+Cl-). O Na+ entra nas células receptoras via canais de sódio, causando uma despolarização, que se propaga pelo nervo aferente primário. 

Sabor Azedo
A espécie detectada é o íon H+. Os íons H+ bloqueiam a entrada dos canais de potássio (K+). Estes canais são responsáveis por manter a célula num nível de hiperpolatização; o bloqueio destes canais causa uma despolarização, transmitida pelo nervo aferente primário. 

Sabor Doce
Existem receptores na membrina apical que ligam-se a glucose (sucrose e outros carbohidratos). A ligação ao receptor ativa a enzima adenilil ciclase, elevando a concentração de cAMC, que causa uma inibição dos canais de potássio, conduzindo a uma despolarização da célula. 

Sabor Amargo
Substâncias amargas provocam uma liberação de Ca2+ mediada pelo segundo mensageiro (IP3). A elevação da [Ca2+] provoca uma despolarização, transmitida pelo nervo primário aferente. 

Sabor Umami:
É o sabor de certos amino-ácidos (e.g., glutamato, aspartato, entre outros). Recentemente, Chaudhari et al. publicaram um artigo no Journal of Neuroscience oferencendo um mecanismo para a ação do glutamato monossódico no paladar. Este composto é utilizado como aditivo pela indústria alimentícia para "realçar" o sabor dos alimentos. Os autores demonstraram que há um receptor, o mGluR4, que media o sabor umami. A ligação a este receptor ativa uma proteína G que eleva a [Ca2+]. Além deste, existem receptores ionotrópicos (ligados a canais iônicos) que são ativados por substâncias umami. Isto provoca a abertura não seletiva de canais iônicos, aumentando o disparo no nervo primário aferente.


SOBRE UMAMI

Umami é o sabor de alimentos que são ricos em ácido glutâmico e ribonucleótidos, Inosinato e ADELINATO-CICLASE.

As três principais substâncias umami são: glutamato (Kikunae Ikeda - 1908) (possui alto índice de aminoácidos), inosinato (Shitaro Kodama - 1913) e guanilato (Akira Kuninaka - 1957). O glutamato é um aminoácido comum encontrado em grande quantidade na natureza. Os nucleotídeos inosinato e guanilato, substâncias que conferem mais o gosto umami também estão presentes em diversos alimentos.

Este sabor característico da culinária do Oriente moderno, que está achando uma audiência receptiva no hemisfério ocidental, caracterizada muitos pratos que antigos romanos já consumiam a 2000 anos atrás. Romanos apreciado inúmeros alimentos que são identificados hoje como contendo quantidades significativas de substâncias umami naturais e frequentemente utilizam o GARUM - molho de peixe como condimento em suas receitas. Molho de peixe conferia a pratos romanos um sabor moderadamente salgado, um pouco sabor de peixe que combina sinergicamente com outros alimentos para criar o sabor umami. Molho de peixe deriva da hidrólise de peixe na presença de sal, principalmente por meio de proteólise enzimática endógena.

Seu processo de produção simples, de baixo custo e capacidade de realçar o sabor de muitos alimentos tornou o condimento básico para pratos tradicionais consumidos em muitos países do sudeste asiático. Molho de peixe também tem importante valor nutricional, principalmente na forma de aminoácidos. Porque antigos romanos fizeram molho de peixe da mesma forma e com os mesmos recursos como produtores moderno molho de peixe do sudeste da Ásia, os perfis de aminoácidos dos 2 produtos são provavelmente quase idênticos.

Fontes arqueológicas indicam que os centros de processamento de peixe operado em toda a área do Mediterrâneo, e peixe processado foi um elemento importante no comércio de longa distância. Um estudo minucioso dos vestígios da cidade romana de Pompéia indica que o molho de peixe era um próspero negócio que tornou o condimento popular, acessível a pessoas de todas as classes sociais.


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| Doce, azedo, salgado, amargo ... e Umami                                 |
| por ROBERT KRULWICH0 - TRUDUZIR                                         |
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A alimentação e seu lugar na história: os tempos da memória gustativa.

Autor: Prof. Carlos Roberto Antunes dos Santos – UFPR
Publicado em: Revista da Academia Paranaense de Letras, n°51, 2005, pp.165/188.

O tema da alimentação, finalmente, começa a invadir a História impulsionando maior diálogo multi, inter e transdisciplinar, e fazendo com que as editoras invistam cada vez mais nessa área, transformando em best-sellers, até mesmo simples manuais de receitas culinárias. As pesquisas acadêmicas - muitas que redundaram em dissertações e teses de pós-graduação - que abrangem processos históricos com enfoques social, cultural, econômico, político, tecnológico, nutricional ou antropológico, e mesmo como monografias sobre determinados alimentos, buscam recuperar os tempos da memória gustativa, possibilitando as desejáveis articulações entre a História e outras disciplinas. Os sucessos editoriais nos domínios da História da Alimentação revelam duas grandes paixões do público consumidor: o gosto pela história e pela gastronomia.

CLAUDE LÉVI-STRAUSS E A COZINHA

OS ALIMENTOS TAMBÉM SERVEM PARA PENSAR - JÉSSICA PARIZOTTO

O antropólogo Lévi-Strauss, em sua obra "Mitológicas", recorreu à cozinha e ao preparo dos alimentos para estudar diversos mitos indígenas, mas, mais do que isso, ele mostrou que os alimentos podem ser utilizados como fonte de pesquisa para quem quer entender um pouco melhor aquilo que nos faz humanos.

“As Mitológicas” são uma série de estudos publicados pelo antropólogo francês entre 1964 e 1971, reunidos em quatro volumes. Os alimentos e as práticas culinárias são o pano de fundo para um estudo aprofundado sobre os mitos indígenas.

O primeiro volume, publicado em 1964, chama-se “O Cru e o Cozido”. Nele o pesquisador demostra que o homem tornou-se culturalmente mais desenvolvido quando passou a utilizar o fogo como tecnologia para a preparação de alimentos. Para nós, hoje, essa afirmação pode parecer óbvia, mas para a época de sua publicação era uma visão nova, já que o domínio do fogo era considerado mais em relação à sua importância para a sobrevivência do que para o desenvolvimento cultural.

Para Lévi-Strauss, o fogo era a ponte que ligava a natureza à cultura. A natureza, nesse caso, seria representada por alimentos crus que após passarem pelo fogo tornam-se cozidos. Parece simples, mas para homens que acabam de descobrir o poder do fogo a simples passagem de um alimento em estado natural para o estado “cultural” do cozimento é um grande avanço.

Mas o que o simples cozimento de um alimento pode representar dentro da cultura? Se levarmos em consideração a cultura alimentar apenas de países como o Brasil e o Japão, já perceberemos a grande diferença: no primeiro, a carne, principalmente de gado, é um dos alimentos bases da alimentação e é consumida de inúmeras formas (porém, sendo pouco usual o consumo dela crua), enquanto o peixe não é consumido por grande parte da população. No segundo, por outro lado, o peixe é o carro chefe da alimentação e nem sempre existe a necessidade de passar por modos de preparo comuns a nós brasileiros, como o cozimento, por exemplo.

Foi a partir da observação dos hábitos alimentares de tribos indígenas brasileiras que o antropólogo criou o que ficou conhecido como o “Triângulo Culinário”, no qual explicita as relações de transformação do alimento através do tripé: cru, cozido, podre. Assim, o alimento cru (natural), passa pelo fogo e torna-se cozido (cultural) e então por influências diversas apodrece e retorna à natureza.

Tudo isso fez com que o homem primitivo criasse uma série de hábitos estritamente culturais ligados à alimentação: começando pelo cultivo de alimentos que pudessem ser saboreados cozidos, a caça e o preparo da carne, algum tipo de conservação dos alimentos, até chegar às receitas, hábitos alimentares específicos de cada região, modos de consumo, regras de educação durante a refeição e a preocupação com o lixo gerado por ela.

Para Claude Lévi-Strauss, a cozinha é uma linguagem e cada sociedade codifica suas mensagens através de signos particulares dentro desta.

Podemos pegar a ceia de Natal como um exemplo. Quando há um evento importante para nós ele, na maioria das vezes ele é celebrado com um jantar, e neste caso a ceia teria um status ainda maior. A abundância de alimentos também representa um signo bem definido: a felicidade frente às agruras do ano que passou. O peru de Natal que para nós já é tão comum, também tem um explicação cultural bastante interessante, segundo o antropólogo francês: quando a carne que será servida em um jantar for assada, este prato deve ser o mais importante da refeição, isso por que, em uma comparação com a carne cozida, o assado seria mais aristocrático, já que a carne quando cozida ainda conserva os sucos, denotando economia, e a assada seria um processo de destruição e, portanto, de esbanjamento.

Para ele, a cozinha baseia-se em ações técnicas, operações simbólicas e rituais. Utilizando o esquema do “Triângulo Culinário” para entender outros mecanismos culturais, o pesquisador francês provou que algo que fazemos de maneira intuitiva muitas vezes esconde segredos que contam muito sobre a essência de ser humano. Se esse tema o interessa, sugerimos a leitura deste artigo sobre História da Alimentação (http://www.historiadaalimentacao.ufpr.br/artigos/artigo005.htm), que utilizámos como fonte.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A COZINHA É UM LABORATÓRIO

Se você é como eu, e adora entender o que acontece na cozinha, de uma olhada no site:
A cozinha é um laboratório. Lá encontrará materiais de apoio, receitas e protocolos experimentais de apoio à divulgação da ciência ligada ao quotidiano da preparação de alimentos nas nossas casas.

Estes materiais têm sido produzidos por investigadores durante as várias edições da iniciativa A cozinha é um laboratório da Agencia Nacional para a Cultura Cientifica e Tecnológica de Portugal.

Outro assuntos desenvolvidos nesse site:

terça-feira, 17 de setembro de 2013

ECOEFICIÊNCIA

 
A ecoeficiência é alcançada mediante o fornecimento de bens e serviços a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduz progressivamente o impacto ambiental e o consumo de recursos ao longo do ciclo de vida, a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada da Terra (conceito elaborado pelo World Business Council for Sustainable Development – WBCSD, em 1992). 

Este conceito sugere uma significativa ligação entre eficiência dos recursos (que leva a produtividade e lucratividade) e responsabilidade ambiental. Portanto, ecoeficiência é o uso mais eficiente de materiais e energia, a fim de reduzir os custos econômicos e os impactos ambientais. 

Também pode-se dizer que ecoeficiência é saber combinar desempenho econômico e ambiental, reduzindo impactos ambientais; usando mais racionalmente matérias-primas e energia; reduzindo os riscos de acidentes e melhorando a relação da organização com as partes interessadas (stakeholders).

ELEMENTOS DA ECOEFICIÊNCIA:
  • Reduzir o consumo de materiais com bens e serviços.
  • Reduzir o consumo de energia com bens e serviços.
  • Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas.
  • Intensificar a reciclagem de materiais.
  • Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis.
  • Prolongar a durabilidade dos produtos.
  • Agregar valor aos bens e serviços.
Benefícios
  • Redução de custos devido à otimização do uso de recursos e da redução de capital destinado à infra-estrutura;
  • Minimização do dano ambiental pela redução dos riscos e responsabilidades derivadas;
  • Melhoria nas condições de segurança e saúde ocupacional;
  • Maior eficiência e competitividade, favorecendo a inovação;
  • Melhoria da imagem e aumento da confiança das partes interessadas (stakeholders);
  • Melhor relacionamento com os órgãos ambientais, com a comunidade do entorno e a mídia.


domingo, 15 de setembro de 2013

10 perguntas básicas para seu fornecedor de alimentos


Faça aos fornecedores as seguintes perguntas:

1. Você usa alimentos frescos, sazonais ou congelados?

2. Os seus chás e cafés são provenientes de comércio justo?

3. Você serve refeições produzidas a partir de ingredientes saudáveis e nutritivos?

4. Evita alimentos que são ricos em gordura, sal e açúcar?

5. Serve comida a granel, e não embalada individualmente?

6. Ao comprar água engarrafada, você se preocupa em escolher embalagens 100% recicláveis? Recicla-as depois do uso?

7. Como é o seu sistema de reciclagem? Inclui a compostagem de orgânicos?

8. Usa reutilizáveis, como louças, vidros, talheres, toalhas etc., sempre que possível? Se descartáveis são inevitáveis, usa papel ou madeira recicláveis ou biodegradáveis?

9. O transporte dos alimentos é feito com veículos movidos a biodiesel?

10. Você possui alguma certificação dos processos?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ALECRIM (Rosmarinus Officinalis)

Descobertas novas propriedades medicinais no Alecrim

Pesquisadores americanos fizeram descobertas de novas propriedades medicinais no alecrim.

Passou a ser, também, um grande aliado para a agilidade mental e pode ser usado para combater e tratar a Doença de Alzheimer, forma mais comum de demência, que atinge mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo.

Para testar por si mesmo o resultado deste estudo, experimente esmagar, ou picar, um punhado de folhas de alecrim e cheire profundamente. Em seguida resolva palavras cruzadas. Verá que poderá atingir um tempo recorde.A descoberta ocorreu depois de um estudo junto a 20 trabalhadores de escritório. Aos voluntários foram dados testes matemáticos de subtração, e tarefas específicas para avaliar a rapidez de processamento mental de novas informações. As avaliações foram repetidas antes e depois de cheirar folhas de alecrim.

Os funcionários com melhor desempenho eram aqueles com maior concentração do composto 1, 8-cineol, abundante no alecrim. Com este resultado os pesquisadores mostraram-se empenhados em desenvolver novos estudos, que acreditam, podem elevar a aromaterapia a outro patamar.

O grande impulso que proporciona à função cerebral só reforça a lista de benefícios do alecrim. Esta erva possui um longo histórico de cura. Popular como ingrediente principal em produtos de higiene pessoal, também pode ser usada para repelir pulgas e piolhos, ou tratar problemas capilares. O alecrim é tão versátil em suas propriedades que funciona como analgésico, adstringente, antidepressivo, antireumático, antisséptico, e antiespasmódico.

Suas folhas são ricas em antioxidantes, que protegem nossas células contra os radicais livres. Estes, os responsáveis pelo surgimento do câncer e de doenças cardíacas, entre outros malefícios à saúde.

O alecrim é cheio de estatísticas positivas em todo o planeta. Nos países onde seu uso é tradicional nas refeições diárias o câncer e as doenças degenerativas têm índices significativamente baixos.

Experimente incorporar esta erva como tempero para garantir o acesso a seus benefícios. E na próxima vez que comprar alecrim, separe um galho, ou dois, e plante num vaso pequeno. Assim, estará mais à mão todas as vezes que precisar de maior clareza mental, de cuidar dos cabelos, ou de aliviar dores, num exemplo.

Alecrim te deixa mais inteligente!

O alecrim, de acordo com aromaterapeutas, pode ser usado para tratar uma série de dores e mal-estares como dores de cabeça, fadiga e dores musculares. Agora, uma nova descoberta da ciência nos mostra que a mesma erva utilizada para fazer chá e temperos pode nos deixar mais rápidos e mais inteligentes.

Um grupo de cientistas britânicos da universidade de Northumbria descobriu que um dos componentes principais na composição do alecrim é capaz de melhorar a velocidade e precisão em tarefas cognitivas.

Para o experimento, os cientistas fizeram os voluntários executarem problemas de subtração em série e tarefas de processamento visual (como jogos da memória e quebra-cabeças) em um ambiente onde estava sendo dispersado o óleo essencial de alecrim. Após a análise dos dados e dos grupos de controle, fora constatado que os indivíduos que fizeram as tarefas com a fragrância de alecrim não só foram mais rápidos como também mais precisos durante os testes.

Esta descoberta traz novas implicações para os conceitos de Marketing Olfativo, pois afeta diretamente a produtividade das pessoas. Em um escritório, por exemplo, o uso de alecrim pode criar um ambiente mais focado para a criatividade além de relaxar os funcionários, como em qualquer outro lugar onde um impulso no campo cognitivo seja benéfico.

ALECRIM PARA TER MAIS SAÚDE

O alecrim, também conhecido como rosmaninho, é uma planta que exala um cheiro forte e agradável. Quando encontrada no formato de óleo essencial, essa erva possui uma série de propriedades terapêuticas e é uma das mais utilizadas na psicoaromaterapia. O aroma do alecrim, chamado de óleo da transformação e da verdadeira justiça, é benéfico para pessoas apáticas e passivas, que precisam de impulso para seguir em frente com seus objetivos e coragem para não desistir de seus ideais e metas.

O alecrim ainda é indicado para quem tem pressão baixa (hipotensão), pois aumenta a tensão arterial. Além disso, pode aliviar dores musculares, tensões, torcicolos, reumatismo, dores de cabeça, estafa mental, depressão nervosa, artrite e artrose. O óleo também ajuda a estimular o sistema circulatório e combater a fadiga, a bronquite aguda e crônica e a sinusite. 

Os povos antigos acreditavam que o alecrim reforçava a memória. A erva era queimada em escolas e universidades a fim de inspirar os estudantes.
Apesar das inúmeras propriedades terapêuticas do óleo essencial de alecrim, seu uso é contraindicado durante a gravidez, em crianças com menos de sete anos, epiléticos e hipertensos.

Banho de purificação

Além do óleo essencial, também é possível tomar banho com o chá de alecrim. Esse ritual ajuda a eliminar mágoas profundas, além de promover uma limpeza energética e purificação. A dica é preparar uma infusão com alguns galhos de alecrim e depois do banho jogar a mistura no corpo, do pescoço para baixo. Esse banho deve ser feito uma vez por semana.

Quem quer tirar todas as energias negativas acumuladas durante o dia ou mandar a inveja e o mau olhado para bem longe, pode fazer um escalda pés usando galhos de alecrim ou usar de 2 a 3 gotas do óleo essencial em um difusor de ambiente.

Bonito e saudável

Na área cosmética, o Alecrim pode ser usado para tratar problemas capilares, como perda de cabelo e fios muito finos e quebradiços, além de prevenir a caspa e a seborréia. A substância ainda ajuda a combater a celulite e diminuir a oleosidade da pele.

Para ter madeixas mais brilhosas e macias, enxágue o cabelo com um chá forte de Alecrim. Se preferir, coloque de 2 a 3 gotas do óleo essencial puro de alecrim em shampoo neutro para caspa e queda de cabelo. Vale lembrar que o shampoo não pode conter óleo mineral ou sal, que tiram o efeito do óleo essencial.

E quem nunca utilizou alecrim para uso culinário na preparação de pães, chás, aves ou batatas assadas? Frango temperado com alecrim e limão é um presente dos deuses. Essa planta pode ser usada para fazer qualquer molho branco ou vermelho e na preparação de massas. A erva fresca, misturada em pequenas quantidades às massas caseiras de pão, dá um gosto saboroso e exótico, além de ser ótima para a digestão. Outra dica é misturar alecrim nas manteigas e patês.

Para temperar saladas, uma boa alternativa é colocar, em um vidro esterilizado e de boca estreita, um galho de alecrim, um de manjericão, alguns grãos de coentro e um grão de pimenta da jamaica. Depois disso, acrescente maças em ¾ do vidro, água filtrada e sal para completar. Deixe descansar durante oito dias e a mistura estará pronta para temperar qualquer salada. Na hora de servir, acrescente óleo ou azeite.

O chá de alecrim também pode ser ingerido. Como possui um aroma agradável, ao tomá-lo a pessoa sente-se com mais bem-estar. Geralmente essa sensação boa se espalha pelo corpo e temos a impressão de que a planta transmite bom humor e alegria.

Dicas de sinergia com alecrim

Para combater artrite e reumatismo use alecrim, vétiver e camomila romana

Prepare um óleo de massagem com 30 ml de óleo vegetal de semente de uva e coloque 3 gotas de óleo essencial de alecrim, 3 de vétiver e 3 de camomila romana. Depois disso, faça uma massagem bem relaxante.

Para auxiliar na concentração e memória

Utilize no aromatizador elétrico 2 gotas de alecrim e 2 gotas de mentha, misturado em água.

Lembre-se que é importante consultar um Aromaterapeuta para orientação no uso dos óleos essenciais.

Por Solange Lima

Aromaterapia (www.espacodosol.com)

  • Alecrim - Família: Labiadas (Rosmarinus Officinalis) sinônimo: R.coranarium
  • Planta nativa do mediterrâneo, porém cultivada em várias partes do mundo.
  • A maioria é produzida em Marrocos, França e Espanha.
  • Seu nome científico significa em latim “orvalho do mar”.
  • Terapeuticamente tem sido usado por centenas de anos pelas suas propriedades antissépticas e revigorantes.
  • Possui um aroma levemente canforado, excitante e pungente.
  • Propriedades: Analgésico, adstringente, antirreumático, antisséptico, cicatrizante, citofilático, tônico, estimulante, diurético, emenagogo, hipertensivo, rubefaciente, descongestionante.


Indicações:

  • Terapêutica: artrite, fraqueza geral, dor muscular, excessos cometidos por comida, enxaqueca.
  • Emocional: Para cansaço mental, estimular a memória e avivar a mente.
  • Estético: acne, dermatite, eczema, pele envelhecida, rugas, caspa, queda de cabelos, cabelos oleosos, celulite. Atua melhorando a circulação, reduzindo a congestão linfática e diminuindo a retenção de líquidos.
  • Precauções: Não usar durante a gravidez, quem sofre de epilepsia e hipertensão. Em caso de peles sensíveis usar em baixa concentração.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

DEZ MANEIRAS DE PREPARAR OVOS


"Quem é marinheiro de primeira viagem na cozinha costuma dizer que “não sabe nem fritar um ovo”. Pois é, saber preparar ovos é um dos primeiros passos para se dar bem com as panelas – e os jeitos de fazer e utilizar os ovos são vários, desde o ovinho frito que acompanha o arroz com feijão do almoço do nosso dia a dia até omeletes e suflês mais incrementados. Os ovos também são ingrediente fundamental para fazer doces e bolos, além de serem usados para engrossar molhos e cremes, dar liga em massas de pão, macarrão, tortas e biscoitos. O ingrediente também é a base da maionese e do molho holandês.

Os tipos de ovos mais encontrados no supermercado são os de galinha, codorna e pata. Há também os pasteurizados, que passam por um processo que elimina as bactérias. Para saber se os ovos estão frescos, há um truque: quanto mais saliente for o cordão que liga a gema à clara, mais fresco será o ovo. Para saber se um ovo não passou da sua data de validade, faça o teste de flutuação – se o ovo estiver estragado, ele vai boiar na água. Geralmente os ovos duram bem na geladeira até por 15 dias, sempre guardados com a ponta para baixo, para que a gema fique centralizada. Já ovos inteiros abertos duram apenas dois dias na geladeira, assim como as gemas. Já as claras podem ser guardadas por até uma semana. Você também pode congelar as claras e gemas separadamente para aumentar a validade delas – veja aqui como congelar do jeito certo.


Gostou dessas dicas?
Logo abaixo você confere dez jeitos diferentes de preparar ovos:

OVO ESTRELADO
É a técnica de fritar ovo sem gordura, em uma frigideira antiaderente. Tampando a frigideira e cozinhando em fogo baixo, a clara fica macia e ligeiramente dourada, e a gema fica molinha.

OVO FRITO
É o frito com óleo na frigideira. A clara fica bem crocante e a gema macia. Tome cuidado para não queimar o ovo – como a temperatura do óleo é bem alta, o preparo desse ovo é rapidinho, cerca de um minuto.

OVO MEXIDO
Os ovos são batidos, temperados e depois salteados na frigideira. É importante sempre mexer os ovos enquanto os prepara. Ovos mexidos para serem bons precisam estar cremosos e leves, nunca secos e duros. Para isso, adicione creme de leite ou manteiga quando bater os ovos, e os cozinhe em fogo bem baixo.

OVO COZIDO
É importante que o cozimento do ovo sempre comece à temperatura ambiente (ou então com água gelada na panela, se os ovos estiverem na geladeira). Para fazer ovos moles, cozinhe por até 4 minutos contando a partir da fervura; já para ovos duros, cozinhe até 10 minutos. Escorra e mergulhe-os em água gelada para interromper o cozimento e facilitar a retirada da casca.

OVO POCHÉ
É o cozimento de um ovo inteiro sem casca em água, deixando-o com textura e sabor bem delicados. O truque é adicionar vinagre ou suco de limão à água do cozimento e colocar o ovo com bastante cuidado, cozinhando por até 5 minutos.

OVOS BENEDICT
É um ovo poché coberto com molho holandês por cima de uma fatia de lombo canadense e pão de forma tostado. É uma preparação típica dos brunchs americanos.

OVOS ASSADOS
É possível assar ovos no forno – mas é preciso ter cuidado com o calor forte e seco por todos os lados. Você pode usar creme de leite, fazer um purê ou cama de legumes para envolver os ovos numa travessa, e cobri-la com papel alumínio.

OMELETE
É uma preparação super versátil, que pode ter ou não recheio – o qual é incorporado quase no final do cozimento, quando a omelete é dobrada para ser servida. Dá até para fazer omelete doce, com uma base de suflê com manteiga doce de limão.

FRITADA
A principal diferença entre a omelete é que, no caso da fritada, os ovos são incorporados ao recheio logo quando são batidos.

SUFLÊ
É uma massa super leve feita de ovos que pode ser doce ou salgada. O segredo para o suflê não murchar quando sai do forno é a quantidade de claras em neve adicionadas e a firmeza da massa."

Equipe Consul

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Diet x Light x Zero: aprenda as diferenças entre eles.


O consumo de alimentos Diet e Light tem aumentado muito nos últimos anos. Entre 1998 e 2008 o crescimento foi de 800%. Com este consumo, surgem algumas dúvidas muito comuns, como: qual a diferença entre o Diet e o Light? O refrigerante Zero é a mesma coisa que Diet? O Light pode ser consumido por diabéticos? Entre tantas outras. Mais fácil do que responder a estas perguntas é explicar a diferença entre estas denominações. 

DIET: este termo é utilizado em alimentos que estão isentos de algum item em sua fórmula. Desta forma o termo só pode ser aplicado a alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes, como carboidrato, gordura, proteína ou sódio. Um chocolate Diet, por exemplo, não contém açúcar. Os alimentos Diet são regulamentados pela Portaria SVS/MS nº. 29/1998, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E é exigência da Anvisa que todo produto Diet contenha no rótulo a frase "Consumir preferencialmente sob orientação de nutricionista ou médico".
LIGHT: a definição de alimento Light deve ser empregada nos produtos que apresentem redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias comparado com o alimento convencional. Na embalagem deve constar uma tabela comparativa com o alimento convencional.
ZERO: termo muito comum utilizado para refrigerantes. Na maioria das vezes indica que o produto é “zero açúcar”, o que seria sinônimo de uma bebida Diet. Essas apostas de troca de denominação fazem parte de uma estratégia de marketing, que busca atingir públicos diferentes com produtos bastante semelhantes (por ex: refrigerante zero e refrigerante light).

Bom, mas o que estas definições indicam na prática? Indicam uma necessidade de atenção no rótulo e na tabela nutricional destes alimentos. Usando o chocolate de exemplo, uma pessoa pode acreditar que o chocolate Diet é menos calórico por sua denominação, porém, na prática o chocolate Diet é mais calórico que o normal. O açúcar é trocado pelo adoçante, e para se manter textura e palatabilidade a gordura é acrescentada, muitas vezes tornando-o mais calórico que o normal. Já o chocolate light traz a redução de algum nutriente específico ou do valor energético. É preciso consultar a tabela nutricional, na embalagem, para saber se essa redução é conveniente para a dieta do consumidor. Ou seja, o Diet normalmente é mais calórico que o Light quando se fala em chocolate.

Por isso, o ideal para quem deseja perder peso é fazer uso de alimentos Light, que são menos calóricos, normalmente com menor teor de gordura (o que é positivo quando se pensa na saúde como um todo) e baixa quantidade de açúcar. 

Outra coisa importante é sempre ler o rótulo da embalagem, Muitas vezes o produto é calórico mesmo sendo Light, afinal, o produto convencional é muito calórico e o Light precisa ser apenas 25% menos calórico que ele. Ou ainda, para alguém que esteja realizando restrição de açúcar, o produto Light pode conter açúcar em quantidade reduzida, mas ainda assim este faz parte de sua composição. 

Bruna Iasi
É bacharel em Nutrição pela São Camilo e Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP - EPM. [http://www.aventurasdeumacozinheirainiciante.blogspot.com.br]




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

FERMENTO DE PÃO


APRENDER COMO FAZER (http://goo.gl/0xdXr)


"Hoje você vai aprender a fazer fermento de pão, é um fermento natural que não usa produtos químicos e que é segredo de uma das mais tradicionais padarias de São Paulo (PADARIA BENJAMIN ABRAHÃO). Este mesmo fermento depois de prontos pode ser usado por muitos anos. O da padaria mostrada na vídeo aula abaixo foi feito a 25 anos e o mesmo fermento vem sendo alimentado naturalmente."

"Para fazer o fermento natural de pão você vai precisar apenas de farinha de trigo, é importante que seja aquela farinha de trigo que é vendida sem fermento. Você vai precisar também de iogurte natural. Veja passo a passo como fazer o fermento de pão em casa."




domingo, 29 de abril de 2012

Curso exige disciplina e dedicação.

Se vai fazer curso superior de Gastronomia só porque manda bem na cozinha, pense direito. As aulas exigem disciplina, organização e dedicação. Também não pode ter frescura para comer.

Curso exige disciplina e dedicação - Diário do Grande ABC: - 'via Blog this'

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Restaurante Por Quilo - Restaurante Self-Service, CUIDADO!

Restaurante Por Quilo - Restaurante Self-Service

Veja matéria publicada no jornal "Folha de Sâo Paulo" sobre a qualidade das refeições servidas nos restaurantes Self-Service (estão instalados 2.500 restaurantes self-service - 2011).

Almoçar em restaurantes self-service na cidade de São Paulo entre as 14h e as 15h pode significar um risco à saúde. Nesse horário, a maioria dos alimentos disponíveis nos estabelecimentos está imprópria para o consumo devido ao longo tempo de exposição a uma temperatura inadequada.

Essa é uma das principais conclusões de pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da USP em 20 restaurantes da capital paulista. Foram colhidas 80 amostras de alimentos em três horários diferentes: das 11h45 às 13h, das 13h às 14h e das 14h às 15h.

No último horário, que se aproxima do final do expediente para servir almoço, 79,55% das amostras de alimentos estavam impróprias para o consumo porque foram processadas ou mantidas no balcão de maneira inadequada.

Das 44 amostras recolhidas nesse período, 34 apresentavam coliformes fecais -que funcionam como indicadores de higiene-, algumas com índices até 10 milhões de vezes acima dos padrões microbiológicos aceitáveis.

Duas das principais bactérias que causam intoxicações alimentares, a Salmonella ssp e a Escherichia coli, foram encontradas em amostras recolhidas entre as 14h e as 15h. Os sintomas mais comuns das doenças transmitidas por alimentos impróprios para o consumo são diarréia e vômito. Em casos mais graves, as reações podem levar à morte.

Segundo o médico sanitarista Alexandre Panov Momesso, 29, que fez o estudo como tese de mestrado, os resultados indicam que muitos alimentos já saem contaminados da cozinha, devido à manipulação inadequada ou falta de higiene, e sofrem uma elevada multiplicação bacteriana em razão do longo tempo de exposição no restaurante a uma temperatura inadequada.

Temperatura

Apenas 12,5% das amostras recolhidas para a pesquisa encontravam-se em temperaturas ideais. Os alimentos quentes deveriam ficar a uma temperatura superior a 60ºC e os frios, a menos de 10C. Essas temperaturas impedem que as bactérias se multipliquem, diminuindo a possibilidade de intoxicações alimentares.

Segundo Momesso, os proprietários dos restaurantes alegaram desconhecer a temperatura adequada para conservar os alimentos frios e os quentes. Para a Semab (Secretaria Municipal de Abastecimento), o argumento é "injustificável" porque os donos de restaurantes passam por um treinamento básico antes de conseguir o alvará de funcionamento.

Além da temperatura inadequada, o médico afirma que a reposição da comida exposta é feita de maneira errada. Quando determinado alimento chega ao fim no balcão expositor, os funcionários dos restaurantes simplesmente jogam uma nova quantidade por cima dele, em vez de lavar ou trocar as bandejas. Uma pessoa que vai almoçar no final do expediente provavelmente vai comer parte do que foi colocado na bandeja pelo menos quatro horas antes, tempo suficiente para que ocorra a multiplicação das bactérias.

"Tem bife que conta a história da pessoa", afirma o microbiologista e biomédico Roberto Martins Figueiredo, 47, referindo-se ao longo tempo de exposição dos alimentos nos restaurantes. Soma-se a isso o fato de as pessoas falarem perto das bandejas e até mesmo tocarem nos alimentos na hora de se servir, ainda que acidentalmente, o que aumenta as chances de uma contaminação cruzada, ou seja, provocada por um agente secundário. Para Momesso, o ideal seria que houvesse balcões protegidos. Do total de restaurantes pesquisados, 55% eram balcões completamente abertos. Momesso também considera importante a colocação de pias para a lavagem de mãos em locais estratégicos para evitar que as pessoas contaminem os alimentos expostos. Apenas 4 dos 20 restaurantes pesquisados dispunham desse item.

Segundo o microbiologista Roberto Figueiredo, um bom indicativo para saber se o restaurante está cumprindo as normas, no que diz respeito à temperatura, é o vapor saindo das bandejas. "A temperatura do banho-maria deve ficar entre 80ºC e 90ºC para que os alimentos mantenham os 60ºC."

Outro detalhe que os consumidores podem observar é se os balcões dispõem de barreiras (tampa de vidro, por exemplo) que protejam os alimentos de saliva e fios de cabelo, por exemplo.

Figueiredo afirma que muitas vezes as pessoas não relacionam um mal-estar a uma intoxicação alimentar porque o período de incubação de algumas bactérias patogênicas pode demorar até 72 horas. "Ninguém lembra do que comeu há três dias", diz. Além disso, segundo ele, algumas doenças veiculadas por alimentos têm sintomas diferentes aos clássicos diarréia e vômito. Uma delas, por exemplo, provocada pela bactéria Staphylococus fecalis, pode causar febre e dores no corpo durante uma semana.

SP tem 35 fiscais para todo o setor 

A melhoria das condições sanitárias e da qualidade dos alimentos oferecidos pelos restaurantes self-service só deve acontecer quando a população aprender a denunciar as irregularidades.

Essa é a opinião de Waldemar José Sá de Azevedo, 47, diretor técnico do departamento de inspeção municipal de alimentos da Semab (Secretaria Municipal de Abastecimento). Mas, mesmo que as denúncias fossem mais frequentes, dificilmente a Semab conseguiria atender a demanda. Há apenas 35 técnicos para fiscalizar todo o comércio varejista de alimentos na cidade, mais de 80 mil estabelecimentos. Apenas sete funcionários trabalham com surtos de intoxicações alimentares.

No ano passado, das 3.789 denúncias recebidas, 51% foram verificadas no local pelos técnicos. Houve no período 577 interdições, segundo a Semab.

O universo de restaurantes self-service ainda é um enigma para a Semab, que inicia neste ano um recadastramento para criar um novo cronograma de fiscalização.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos estima que existam na capital cerca de 5.000 restaurantes, sendo que 50% seriam "por quilo".

As fiscalizações são feitas basicamente a partir de denúncias. Segundo Azevedo, a partir da municipalização da Vigilância Sanitária, a idéia é criar 39 equipes (com cinco funcionários cada). "Temos de descentralizar esse serviço, criar mais canais que possibilitem a denúncia", diz.

Segundo ele, os donos de restaurantes são treinados na Semab antes de obter o alvará de funcionamento. Além disso, recebem material informativo. "Se existem tantas irregularidades, não é por falta de informação", diz.

O médico Alexandre Momesso acha os comerciantes despreparados. "A maioria não sabia qual a temperatura adequada para a exposição dos alimentos", afirma. Para ele, falta rigor da prefeitura na hora de expedir o alvará de funcionamento de restaurantes. Para ele, os donos deveriam ser obrigados a colocar termômetro nos balcões para que o cliente pudesse fiscalizar a temperatura. Segundo Azevedo, o novo código sanitário, que passa a vigorar neste ano em São Paulo, já prevê a obrigatoriedade desse item.

Cardápio afasta dieta saudável, diz nutricionista 

Outro estudo da nutricionista Edeli Simioni de Abreu, 40, doutoranda da Faculdade de Saúde Pública da USP-SP, em quatro restaurantes "por quilo" no bairro Cerqueira César mostra que os alimentos e bebidas oferecidos estão longe de ser uma dieta saudável.

As refeições contribuem com 67,5% da necessidade energética diária de uma pessoa. Para trabalhadores que desempenham atividades que não exigem esforço físico, o ideal é que o almoço contribua com até 40%.

Para ela, a forma como os self-service escolhem o cardápio e dispõem os pratos induz a pessoa a optar por alimentos que "pesam" mais na balança. O cliente imagina que esteja lucrando e não escolhe alimentos saudáveis. "Entre uma lasanha e uma porção de arroz ele opta pela lasanha porque pensa que arroz tem todo dia em casa."

Maionese apresenta maior taxa de risco 

Maionese à base de legumes foi a comida que mais apresentou risco de contaminação, de acordo com a pesquisa do médico Alexandre Momesso.

Amostras do alimento foram recolhidas em 16 dos 20 restaurantes pesquisados. Em 15 deles (93,7%), as amostras estavam fora do padrão em pelo menos um dos parâmetros analisados.

Momesso afirma que isso demonstra um alto potencial de contaminação desse prato, possivelmente devido a falhas durante a manipulação ou no processo de higienização das matérias-primas utilizadas. Muitos dos alimentos usados na maionese (como salsinha e cebolinha) vêm diretamente do solo e possuem um alto grau de contaminação quando não são lavados corretamente.

A maionese também é a campeã invicta em número de surtos de intoxicação alimentar no país. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em 2001 ela esteve envolvida em 19,4% dos casos.

Para o microbiologista Roberto Figueiredo, a alta incidência de surtos provocados por esse alimento está relacionada à bactéria Salmonella, transmitida, principalmente, por meio dos ovos usados na preparação da maionese caseira. Em 2001, a Salmonella foi responsável por 23,8% dos surtos de doenças veiculadas por alimentos no Brasil.

Na opinião de Momesso, a maioria dos restaurantes utiliza maionese industrializada, o que reduziria o risco de a contaminação ser provocada pelo ovo. Segundo ele, além do problema de higienização dos legumes, pode estar ocorrendo contaminação cruzada no balcão.

Números

Os números absolutos de casos de contaminação por alimentos no Brasil ainda estão longe de representar a realidade. Uma das razões é a falta de notificação compulsória dessas doenças. Ou seja, nem sempre que alguém procura um serviço de saúde com infecção alimentar a doença é notificada e investigada.

Comparando os números da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a confusão fica clara. Segundo a primeira, 17.265 brasileiros foram vítimas de infecção alimentar no período de 1993 a 2001. Já a Anvisa informa que 20.542 pessoas se intoxicaram com alimentos no período de 1999 a 2001.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MOLHO (2)

MOLHO MADEIRA
Existem várias maneiras de preparar.
Algumas pessoas substituem o molho Madeira por vinho do Porto, vinho tinto seco ou conhaque. Outras acrescentam champignon e açúcar e ao invés de amido de milho usam farinha de trigo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Alimentos industriais utilizam insetos como corante

Alimentos industriais utilizam insetos como corante
Você com certeza já comeu muitos deles!
Coletivo Verde - Produtos Ecológicos


















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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

RISOTO BÁSICO



RISOTTO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O risotto é um prato típico italiano em que se fritam levemente as cebolas e o arborio, ou o arroz em manteiga, e se vai gradualmente deitando caldo de carne e outros ingredientes, até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido.
Risotto, que significa literalmente pequeno arroz, é um prato típico da região do Norte da Itália, mais especificamente ele provém da Lombardia. O risoto data do século XI quando o sul da Itália era dominado pelos Sarracenos e esses trouxeram o grão usado para a preparação do risotto. A grafia correta em português seria com apenas um "t". RISOTO.

Origem da receita original

A receita original de risoto surgiu em 1574. Por quase 200 anos, nesse tempo, havia muito trabalho na construção de uma Catedral, Duomo di Milano, havia carpinteiros, arquitetos e pintores de toda a Europa. Em uma pequena fazenda poliglota ali perto havia uma comunidade Belga: Valerio de Fianders, mestre na fabricação de vidros, tinha que fabricar algumas janelas para a Catedral e isso lhe trouxe muitos estudantes. Um em particular se destacava dos outros devido a sua habilidade de misturar cores. Seu segredo era misturar um pouco de açafrão quando o vidro estivesse pronto. Seu mestre sabia da paixão de seu mais prospero aluno por açafrão, mas fingia que não sabia de nada e se limitava a dizer a seu aluno, irritando-o, que se ele continuasse com isso iria acabar colocando açafrão no risoto. Ápos muitos anos de incomodação o aluno decide aplicar um truco no seu mestre: A filha de Valerio iria se casar e o aluno subornou o cozinheiro para esse colocar no risoto um pouco de açafrão. Imagine a surpresa dos convidados quando viram aquele arroz amarelo. Um teve a coragem de experimentar, depois outro e mais outro e todos adoraram surgindo assim o risotto alla milanese.

Receita básica de preparo
  • Uma cebola picada
  • 200g de arroz para risoto (arbório ou carnaróli) 
  • 1 taça de vinho branco 
  • 1L de caldo quente (# eu uso no máximo 700 ml #)
  • Sal e pimenta 
  • Manteiga ou azeite de oliva 
  • Queijo parmesão ralado
Aqueça o caldo em uma panela separada e deixe-o ferver. Doure a cebola na manteiga e acrescente o arroz. Frite um pouco e some o vinho branco até que esse evapore. Vá acrescentando o caldo aos poucos, uma concha de cada vez, sem que essa cubra todo o arroz, e mexa até evaporar por completo. Faça isso até que o caldo acabe, ou vá provando o arroz para ver o ponto. Acrescente o sal e a pimenta a gosto. Apague o fogo e acrescente o queijo. Sirva quente. 
Acrescente sabores ao seu risoto como tomate, queijos diferentes, frutos do mar, etc... 

BUON APPETITO!