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quinta-feira, 31 de março de 2011

Cinco pensamentos necessários para transformar seu negócio em sustentável

De acordo com uma pesquisa feita pelo MIT e o Boston Consulting Group, 70% das mais de 2.000 companhias entrevistadas de todo mundo pretendem investir mais na área de sustentabilidade. Esse cenário global ocorre especialmente pelas mudanças que a sociedade sofre, visto que hoje as pessoas estão mais comprometidas com as questões sociais e vêm com bons olhos as empresas que também estão.

Um negócio é sustentável quando pensa em tudo e todos, isto é, planeja atividades, produtos, serviços e até ações de marketing levando em conta o bem estar da população e a conservação do planeta. A idéia pode parecer romântica, mas está extremamente atrelada aos lucros que a conservação do planeta trará para as empresas.

No caso das micro e pequenas empresas existem grandes vantagens em aplicar negócios sustentáveis. Confira abaixo cinco pensamentos que você deve ter em mente antes de transformar seu negócio em sustentável 

1- Imagem
As empresas que estão investindo em sustentabilidade e transformando sua visão de negócio além de contribuir de fato com o meio ambiente e sociedade a sua volta ficam com uma excelente imagem. Isso ocorre porque ela mostra aos clientes e fornecedores que é uma companhia que tem a responsabilidade social como princípio.

2- Pensar sustentável
Não adianta optar pela sustentabilidade apenas porque todos estão falando e porque é preciso fazer igual, esse pensamento é superficial. A partir do momento que você encara um novo projeto com a mesma lógica dos antigos ele não dará certo como antes era esperado. Invista em pesquisas e busque novos materiais e tecnologias, saiba sobre o ciclo de vida de seu produto, certifique-se de onde vem o material e se há como fazer o mesmo produto de maneira mais sustentável.

3- Informe-se
A partir do momento que você busca informações e cria uma consciência ambiental seu desejo por respeitar o meio ambiente e a sociedade passa a aumentar. Certifique-se também que seus colaboradores e fornecedores tenham conhecimentos sobre práticas e ações sustentáveis que podem ajudar o meio ambiente, como por exemplo, reduzir os gases do efeito estufa

4- Economia
Quando o negócio passa a ser sustentável seu custo inicial acaba sendo um pouco mais caro para aplicar a tecnologia, entretanto a manutenção é muito menor do que um negócio que não seja sustentável. Além disso, certas medidas podem ser tomadas, como não utilizar ar condicionado em dias mais frios, já que esses aparelhos emitem gases poluentes que contribuem com o efeito estufa.

5- Planeje
Para investir em sustentabilidade é preciso rever os processos, avaliar a matéria-prima utilizada e até mesmo os contratos que já foram assinados. Como as micro e pequenas empresas são menores, as alterações podem ser feitas mais rapidamente, portanto planeje suas mudanças.

Fontes: 
- Ana Esteves, presidente da AMCE
- Ana Ghislane, coordenadora do curso "Mudanças Climáticas e Sustentabilidade", do departamento de Engenharia Civil do CTC (Centro Técnico Científico) da PUC-RIO
- Davis de Luna Tenório, presidente do Grupo Eco
- Dorli Terezinha Martins, consultora do Sebrae-SP 

Obtido no fórum do portal Santander Empreendedor.

segunda-feira, 28 de março de 2011

FOODista


O Foodista é uma plataforma lançada no ano passado em Seattle, nos Estados Unidos, cujo objectivo é construir e partilhar receitas.

Funciona como a Wikipedia – ou seja, podem-se editar artigos, melhorar e alterar receitas – e tem também informações sobre os ingredientes básicos, combinação de ingredientes, técnicas de cozinha e instrumentos (ou aparelhos) de cozinha.

A Wikipedia das receitas tem milhares de fotos de pratos perfeitos – demasiado perfeitos, por vezes… – em alta resolução. E conteúdos editáveis ou links para blogs específicos relacionados com este assunto.

quarta-feira, 16 de março de 2011

As Artimanhas dos Supermercados



(Gastronomia Descomplicada)
[http://gastronomiadescomplicada.blogspot.com/2011/02/as-artimanhas-dos-supermercados.html?spref=bl


"A partir de março, nós brasileiros precisaremos ficar atentos, pois a inflação dos alimentos deve voltar a acelerar. A saída é economizar e não cair nas armadilhas dos supermercados. Para os consumidores, existem algumas dicas parar fugir dessa alta de preços e fazer o consumidor economizar algum dinheiro."


1 - Ir ao supermercado sem fome é a lei número 1 do consumidor prevenido. Mas você sabia que gasta menos quando faz compras sozinho? Esse cuidado pode reduzir em até 30% sua conta do supermercado.


2 - A variação de preços entre o mesmo produto pode chegar a 151%, comparando a marca líder e as marcas próprias dos supermercados. Ou seja, comprar as marcas que levam o nome do supermercado pode ser econômico. Em análises, foi observado, por exemplo, que sacos de lixo da marca CARREFOUR, facricada pela EMBALIXO, custava R$ 3,29, enquanto a mesma mercadoria, com o selo do fabricante custava R$ 8,29. Exatamente o mesmo produto, produzido e embalado pela mesma empresa, chega a apresentar uma diferença muito significativa. Segundo a EMBRAPO (Associação Brasileira de Marcas Próprias), os genéricos são, em média, 15% mais baratos do que seus similares.


3 - Essa dica todo mundo já conhece, mas insiste em não fazer. Ir com os filhos ao supermercado pode ser um programa agradável. Mas acreditem, se o objetivo for economizar, é melhor deixar as crianças em casa. Os filhos enchem o carrinho de guloseimas e outros produtos supérfluos, geralmente muito caros. Afinal, poucas pessoas sabem dizer não a uma criança pidona, ainda mais quando estão em público e o medo de possíveis manhas está sempre presente.


4 - O principal objetivo de um mercado é ser um ambiente de onde os consumidores não queiram sair. Por isso, as cores e a temperatura são agradáveis. A disposição dos corredores faz com que você ande mais e bata o olho em outros produtos. Vale reparar também como as lojas nunca contam com janelas ou relógios, afinal elas nos fazem desviar a atenção das gôndolas. Neste caso, seja objetivo e leve uma listinha para não se perder neste fantástico mundo.


5 - Tome cuidado com o trânsito de carrinhos. Não é à toa que os corredores são tão estreitos. Dois carrinhos, por exemplo, já são suficientes para congestionar o espaço e, consequentemente, desviar sua atenção para outros produtos enquanto você aguarda a liberação do trânsito.


6 - Nem sempre os produtos em promoção são os mais baratos. Acostumem-se a olhar a prateleira inteirinha antes de escolher o que vai levar. Na altura dos olhos estão os mais caros. Ao alcance das mãos, aqueles que podem ser levados por impulso. Embaixo, os que mais chamam a atenção da criançada, principalmente nas seções de doces e brinquedos.


7 - É perto da entrada principal que ficam dispostos os produtos mais tentadores (como eletroeletrônicos) e as ofertas sazonais (por exemplo, ovos de Páscoa e presentes para o Dia das Crianças). Tudo tem apelo visual. Como o carrinho está vazio, você fica ainda mais propenso a comprar.


8 - As gôndolas que ficam perto dos caixas estão repletas de produtos pequenos, capazes de caber mesmo num carrinho lotado. Apesar de serem miúdos, os preços podem ser bem salgados.


9 - Ao encontrar uma promoção do tipo ''pague 1, leve 2'', confira o preço individual. Nem sempre a promoção vale a pena. Outra possibilidade é em vez de levar uma embalagem a cada semana, você optar por uma maior e pagar menos por cada unidade do produto.


10 - O leite não está mais onde ficava? Tranquilo, você não sofre de problema de memória... Alterar repentinamente a disposição dos produtos é outra artimanha dos mercados. Assim, você é obrigado a andar mais dentro da loja. A mesma estratégia faz com que os produtos básicos, como carnes e verduras, fiquem bem ao fundo do estabelecimento.


 11 - Uma dica muito importante para economizar com frutas, verduras e legumes é saber as épocas de safra de cada uma. Durante esses períodos os preços são sempre mais baixos e a qualidade do alimento é muito melhor.


12 - Concluindo, antes de sair de casa, faça uma lista dos produtos que estão em falta. E não pare nas seções que não têm itens presentes na sua lista.

sábado, 5 de março de 2011

COMER E IDEALIZAR: evoluções na gastronomia.

RESUMO
Este trabalho aborda a conceitualização do termo gastronomia, e de como pode ser entendido no dias de hoje. Como foi estudado ao longo do curso através de disciplinas teóricas e vivências experienciadas, com a proposta de elucidar o conteúdo histórico, sociológico e antropológico da gastronomia. Aborda algumas das tendências da alimentação contemporânea e antiga, como elas se relacionam entre si, e a ressonância nas diversas sociedades. Trata do patrimônio alimentar e gastronômico, do contexto de transformação das práticas alimentares, da diversidade dos sistemas alimentares, também do aspecto que é fundamental na significação da alimentação: a identidade. Discute a relação da alimentação como forma de poder e distinção social. Situa a alimentação na perspectiva da cultura material. Procura contextualizar problemáticas da alimentação na sociedade de consumo, como as questões da ética, tecnologia e ciência. Debate diferentes posicionamentos acerca dos transgênicos, da fome e da segurança alimentar. Enfatiza que existem inúmeras respostas para o conceito de gastronomia, o quanto é importante dar-se conta de que a história é dinâmica e a sociedade está em constante mutação, e como a gastronomia segue essa tendência.

INTRODUÇÃO

No dia três de março de dois mil e oito, teve início o curso Vivências Culturais de pós-graduação em gastronomia. Durante as primeiras aulas, num misto de curiosidade e alienação, a turma composta por profissionais de diversas áreas, era apresentada a termos como gastrônomo, gourmet e gosto. Aos professores, Wanessa C. Asfora e Carlos Alberto Dória couberam a tarefa, além de ministrar as devidas disciplinas, de instigar os alunos a abrirem suas mentes para conceitos referentes à sociologia, história e antropologia. Conceitos que, para grande maioria destes alunos, eram inexistentes no que se compreendia por gastronomia.

O termo gastronomia, no início deste curso, poderia ser facilmente descrito como “uma disciplina onde se ensina receitas de alto padrão e técnicas a serem utilizadas na elaboração dos pratos”. Esses alunos sabiam pouco sobre a importância da disciplina, e o que realmente significa nos dias de hoje. Mas se matricularam no curso porque, em sua ignorância, sabiam que o estudo da gastronomia vai muito além da elaboração belos pratos. Como descreve Paula Pinto e Silva: “A gastronomia está em alta. Antes reservada ao recinto das cozinhas e a publicações especializadas, hoje já freqüenta livremente todos os espaços do nosso cotidiano, a tal ponto que, atraindo o interesse de um público cada vez maior e dos meios acadêmicos, foi parar na sala de aula dos cursos superiores.” (SILVA, 2005, p.7)

O curso, através das disciplinas teóricas e vivências experienciadas ao longo do ano, tevê a proposta de elucidar o conteúdo histórico, sociológico e antropológico da gastronomia. Palestras, experiências, visitas e aulas foram elaboradas para formular, com mais embasamento, o conceito gastronômico. As pesquisas usadas, para esse trabalho de conclusão de curso, foram os papers elaborados ao final de cada uma das cinco vivências. Nestas vivências, as experiências, também descritas por Henrique Carneiro como “distinção social pelo gosto, restrições e imposições dietéticas, identidades étnicas e construção de papéis dentro de uma sociedade” (2003, p.1), formaram um conjunto prático e teórico para demonstrar o amplo campo gastronômico.

A primeira vivência, Afinal, comemos com os olhos, com a mente ou com a boca?, Teve como meta associar os cinco sentidos – olfato, audição, visão e paladar – às lembranças e gostos de cada indivíduo. Como cada alimento pode trazer informações associadas a dois diferentes enfoques, o biológico /natural e o econômico/cultural (CARNEIRO, 2005). Com experiências sensoriais, em conjunto com o patrimônio cultural de cada aluno, pode-se reconhecer informações que identificaram o alimento, de acordo com os conceitos de bom e ruim. A partir desse conceito de bom e ruim, foram passadas explicações para entender o significado de sabor e gosto. Sabor é classificado por processos puramente fisiológicos, resultado da associação palativa das papilas gustativas, do aroma, e das sensações táteis químicas, não podendo ser classificado como bom ou ruim. Gosto é o conjunto de sabores, numa concepção coletiva, influenciado pelos padrões culturais desta sociedade, não podendo ser individual, reproduzido principalmente no âmbito familiar (DÓRIA 2009a).

“A definição do gosto faz parte do patrimônio cultural das sociedades humanas. Assim como há gostos e predileções diversos em diferentes povos e regiões do mundo, assim os gostos e as predileções mudam no decorrer dos séculos”. (MONTANARI, 2008, p. 95)

A parte final da vivência abrigou a palestra da antropóloga brasileira Paula Pinto e Silva, como convidada especial. Em outras palavras, e também descrito em seu livro, Paula exemplificou um idioma culinário próprio, “com base nos alimentos, utensílios e modos de comer das diferentes culturas do brasileiro” (2005, p.26). Assim mostrou, com um conteúdo antropológico nacional, os enfoques já descritos acima por Carneiro. Paula defendeu que os caminhos da antropologia, junto com a cozinha da sociedade colonial, com ingredientes indígenas, de negros e brancos, consolidaram o patrimônio cultural e biológico brasileiro.

Com a segunda vivência, Mesas, cardápios e banquetes, refeições de época foram encenadas com intuito de recriarem o patrimônio cultural, social e gastronômico de diferentes épocas. Começa com encenação de um ambiente familiar camponês na alta idade média, onde o pão, os cereais e um pouco de carne formavam base da alimentação da classe pobre medieval. De acordo com Allen Grieco1, quanto mais baixa a posição social, maios era a porcentagem para compra de pão. O pão, com uma pouca quantidade de carne, era o complemento para as sopas e papas feitas espacialmente de cereais e legumes, que para esta classe, era a maneira ideal de utilizar ao máximo os poucos ingredientes da sua dieta, o que se julgava ser, pela alta sociedade, comida fora dos padrões divinos.

A segunda recriação foi um casamento italiano renascentista no final século XV. Numa Itália, onde o comércio e costumes estavam à frente do restante da Europa2, houve a introdução de uma variedade maior de especiarias, e também a reabilitação de alimentos que antes eram excluídos da alta sociedade, como os legumes. Para esta montagem foram recriados personagens da corte italiana, como o scalco e o trinchante, também como regras de etiqueta, tocando trombetas para cada seqüência de pratos, e uma bancada representando a credenza (STRONG, 2004). A última encenação foi um jantar francês, no início do séc. XIX, com mesa posta à la russe, onde no cerimonial, os pratos são servidos ao mesmo tempo e individualmente.

Intitulada Visita técnica – restaurantes, a vivência três abordou temas sobre logística, práticas gastronômicas e conceitos de três diferentes estabelecimentos. Nesta vivência, por meio de discussões, foi apresentado o Restaurante Valentina, como um ambiente mais despretensioso, onde o comfort food, faz parte do cardápio sazonal e italiano da casa. No Dui, segundo restaurante visitado, com um cardápio fixo, a chef bel Coelho explicou que sua inspiração vem de todos os lugares: filmes, teatro, música, e principalmente, dos ingredientes. Citou a dificuldade para encontrar ingredientes brasileiros de boa qualidade. Na terceira e última visita do dia fomos recebidos pela perfeição: funcionários rigorosamente vestidos e com sorrisos padronizados nos receberam na cafeteria Nespresso.

A culturalização e valorização dos ingredientes permearam boa parte desta vivência. Para Mariana Valentin, chef do Valentina, o ingrediente é questão de apropriação cultural e econômica3. Ela enfatiza que é necessário ter sempre em mente a sazonalidade para trabalhar com custos mais baixos, em um estabelecimento com preços mais acessíveis. Já, a chef Bel Coelho, explicou a dificuldade que muitas vezes enfrenta para ter acesso a ingredientes específicos e pequenos produtores. Tenta compreender porque alguns ingredientes nacionais podem ser mais caros do que um importado, e, em parceria com outra chef brasileira, estuda maneiras de melhorar a logística gastronômica dentro do Brasil. Neste ponto de vista, a chef Bel Coelho idealiza o que Carlo Petrini descreve sobre “ser um gastrônomo”: “Coprodutor que compartilha idéias e prazer, além de busca por qualidade, felicidade e de uma nova dignidade para os campos e as pessoas que produzem o alimento. O gastrônomo compartilha seu ser gastrônomo com outros produtores, chefs, [...] desmistificando o duplo princípio de duas frases emblemáticas: comer é um ato agrícola e produzir deve ser um ato gastronômico.” (PETRINI, 2009, p.10)

A vivência quatro, intitulada Polêmicas na alimentação, pega carona o aspecto sócio/ambiental da cozinha de ingredientes, assunto superficialmente explicado vivência anterior. Em formato de mesa redonda, as professoras e profissionais da área de gastronomia, Wanessa C. Asfora, Joyce Galvão e Martha Tatini debateram a fundo, pontos como: comercialização de transgênicos, aumento da tecnologia na indústria do agribusiness, uso de fertilizantes e agrotóxicos, ataque ao meio ambiente, nutrição nos dias atuais e o impacto de todos esses fatores na saúde do homem.

O livro de Michael Pollan, Em defesa da Comida. Um manifesto, foi utilizado como disparador da discussão na mesa redonda, mas os tópicos, abordados na mesma, foram além da questão do nutricionismo levantada pelo autor4. A questão da doutrina nutricionista se insere em um panorama maior, quando explorada dentro da perspectiva de todas as questões contemporâneas relacionadas à alimentação. Elencaram-se cinco tópicos: comida e prazer, comida e vida contemporânea, o discurso dos orgânicos, o papel da mídia e a perspectiva histórica. Tópicos que serão explicados na seção 2.4 do desenvolvimento neste trabalho.

Na última vivência, Roteiros turísticos, cada grupo teve um enfoque específico de lazer e tipologia, em estabelecimentos variados do ramo gastronômico. Foram apresentados lugares como: padaria, mercearia, restaurante de comida típica, restaurante com cozinha mais refinada, cafeteria e bar. Em cada estabelecimento, os alunos ouviram explicações sobre a história do local, logística, cardápio e conceito. Também foi explicado o ponto de vista do empreendimento sobre o que se procura, e demanda, a clientela desses estabelecimentos. Outra parte importante dessa vivência foi a elaboração de um roteiro turístico com enfoque na gastronomia. O detalhamento deste aspecto foi o principal ponto para esta vivência ser dividida entre os grupos. Foram elaborados trajetos específicos, levando em conta pontos turísticos da cidade de São Paulo, em conjunto com atividades de cunho social, voltadas para o entretenimento do percurso na vivência. Com enfoque nas cafeterias, um nicho novo no Brasil, o grupo precisou relevar a problemática de pouco conteúdo específico para pesquisa sobre esse setor no Brasil.

Este trabalho tem o objetivo de detalhar as experiências vivenciadas ao longo do curso de pós-graduação, que serviram de ferramenta para complementar o conteúdo teórico, na formação do que se define, nos dias de hoje, por gastronomia.

“A gastronomia é um saber gratuito porque modifica artificialmente a relação saber-necessidade da alimentação. Só se pode reivindicar dentro do espírito lúdico [...], pois quando o gourmet cai na tentação do sectarismo e do dogma, transforma-se num pedante árbitro do nada.” (Manuel Vásquez Montalbàn apud DÓRIA, 2009a, p.3)

1 FLANDRIN; MONTANARI, 1998 apud GRIECO, p.467.2 Ver STRONG, 2004, capítulo 4.3 Para um melhor entendimento sobre apropriação cultural e gastronômica, ler o livreto: DÓRIA, Carlos Alberto. A formação da culinária brasileira. São Paulo: Publifolha, 2009. Também explicações sobre sistemas alimentares e assimilação, nas seções Ninguém cozinha em abstratoe Olhar para o Oriente do capítulo 2. DÓRIA, Carlos Alberto. A Culinária Materialista: a construção racional do alimento e do prazer gastronômico. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.4 Descrito no primeiro capítulo, The Age of Nutricionism. POLLAN, Michael. In Defense of Food: an eater’s manifesto. New York, NY: The Penguin Press, 2009.

Fonte
Comer e idealizar: evoluções na gastronomia publicado 10/05/2010 por Luana Budel em 

Luana Budel
Diplomada em Gastronomia pela FMU-Faculdades Metropolitanas Unidas. Trabalhou em casas paulistanas, como os extintos Restaurante Namesa e Livraria Millie Foglie. Viveu em Amsterdam, Holanda, como chef/sócia do Green Planet Restaurant, restaurante orgânico/vegetariano. De volta ao Brasil chefiou a cozinha quente do restaurante japonês Kosushi em São Paulo. Pós-graduada em Gastronomia – Vivências Culturais, no SENAC e membro do Slow Food. Atualmente, com o projeto Falando Abobrinhas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O PONTO DE VISTA DE SANTI SANTAMARIA


BIENVENIDOS AL RESTAURANTE
por Santi Santamaria en 21 de Enero, 2011

La primera modalidad de acogida en un restaurante es la atención al cliente que llama por teléfono o envía un correo electrónico o rellena un formulario en línea en nuestra web para hacer una reserva. En el caso de una llamada, siempre hay que dar el nombre de la casa: “Can Fabes, dígame”. Luego se debe atender al cliente como si lo viéramos entrar por la puerta, sobre todo si es un habitual. Hay que evitar apabullar al cliente a la hora de pedirle los datos necesarios para la reserva: nombre, número de comensales, hora de llegada, teléfono de contacto. Las solicitudes de reserva por correo electrónico directo o a través del formulario cumplimentado en línea, cada vez más mayoritarias, deben atenderse con la máxima prontitud y corrección.

Fuera de España, en algunos restaurantes se pide incluso un número de tarjeta de crédito como garantía en caso de cancelación de última hora. Otra medida que se toma para evitar los problemas que genera este tipo de cancelaciones, por desgracia cada vez más frecuentes, es no aceptar reservas con más de un mes de antelación. El buen manejo del libro de reservas por parte de la persona responsable puede permitir distribuir de forma más equitativa a la clientela a lo largo de la semana, sin que se produzcan aglomeraciones un día y entradas discretas al siguiente.

El personal del restaurante come a las doce y media, se ducha y se arregla para que, a la una y media, todo el equipo esté impecable para recibir a los clientes. El cliente tiene que ver que lo estaban esperando, y esperándolo con alegría, porque se ha trabajado mucho y bien antes de su llegada para atenderlo de modo inmejorable. La casa tiene que estar en forma y a punto.

No pueden faltar nunca un “buenos días” y una sonrisa a la hora de recibir a los clientes, siempre con naturalidad. Luego está la parte mecánica: preguntar si el cliente tiene reserva, memorizar si es la primera vez que acude al restaurante; a los clientes habituales hay que saludarlos por su nombre; a los clientes sin reserva que se presentan cuando el local está completo hay que atenderlos con tacto, evitando que se sientan rechazados, igual que los clientes cuya indumentaria no cumple con las normas de etiqueta de la casa. En definitiva, se debe combinar tacto y discreción,

A mí me gusta que me pregunten si deseo tomar un aperitivo antes de pasar a la mesa. Es un momento de relajación y adecuación al local.

Los momentos extremos, cuando se producen aglomeraciones con la llegada de varios grupos de comensales, son delicados y hay que saber distribuir pronto y bien a la gente, porque siempre tiene que haber alguien en la puerta para atender al cliente que entra.

Hay que estar atento al detalle y evaluar las situaciones y las personas en cuestión de segundos: guardar los abrigos, los paraguas, todo lo que pueda estorbar al comensal; situar a los comensales en las mesas y los comedores adecuados, para que no se sientan fuera de lugar o incómodos. Y se tiene que hacer con prontitud, amabilidad y una vez más, y como siempre, discreción, porque, en la acogida, como en tantas otras cosas, lo más importante no es lo que se hace, sino cómo se hace.

AS FOTOS SÃO DO MENU DO Restaurante Can Fabes
[http://www.canfabes.com/es/carta-i-menu]



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Google Recipes ajuda você a encontrar receitas na internet

thanksgiving hp Google Recipes ajuda você a encontrar receitas na internet

O Google anunciou hoje a implementação de uma nova opção de pesquisa segmentada no Google Search que refina os resultados de pesquisa para receitas e ingredientes.

No Google Recipes, os resultados segmentados exibem informações adicionais como avaliações de leitores, seleção de ingredientes e fotos. Os resultados também ser filtrados com base nos componentes da receita, tempo de cozimento e contagem de calorias.

"No Google nós gostamos de 'comer sua própria ração' (DogFood), o que significa que gostamos de testar os nossos próprios produtos e recursos nos antes de liberá-los para o consumo público. Com o Recipes, temos experimentado mais do que o habitual", explica Kavi Goel, Gerente de Produto.

Abaixo, o Chef do Google, Scott Giambastiani, demonstra como ele usa o Recipes para encontrar suas grandes receitas para os Googlers:

O Google Recipes está sendo lançando apenas nos EUA e Japão, mas a empresa promete adicionar mais países no futuro.

Nota: Para adequar suas receitas ao Recipes, consulte este tópico na Central de Ajuda do Google para webmasters.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Alimentação Natural, a Única Escolha



A alimentação natural e consciente se alicerça em um tripé: deve ser natural (quando nada lhe foi acrescentado em excesso), integral (quando nada lhe foi tirado desnecessariamente) e vegetariana



Acredito que originalmente o homem foi vegetariano, pois seria muito difícil para ele matar, cortar e comer carnes de animais tão duras com flechas e facas de pedras. Um naturalista, antropólogo ou biólogo que encontrasse um único dente de animal, extinto ou não, de imediato nos saberia dizer a natureza alimentar desse animal: se carnívoro, herbívoro ou frugívoro. Creio até mesmo que qualquer de nós, simples leigos no assunto, se compararmos um dente de um cão e de um boi imediatamente saberemos tratar-se de um animal carnívoro e outro de um herbívoro. Veremos que são dentes de animais vegetarianos (juntos e retos), enquanto os dos carnívoros são pontiagudos e separados. Lembro ainda que, além disso, a arcada dos carnívoros é sempre com focinho avançado para poder morder sua presa, enquanto os vegetarianos tem a arcada não projetada em focinho e em forma de meia lua. Acresça-se o fato de que os intestinos de um animal carnívoro tem entre duas e três vezes a sua altura, para que a carne putrefata possa ser rapidamente eliminada, sem causar dano ao organismo, face às toxinas produzidas pela sua decomposição. Já os intestinos de um vegetariano têm longo comprimento, cerca de sete vezes a sua altura. No homem, os intestinos têm de 10 a 12 metros, o que mais uma vez vem comprovar anatomicamente a natureza alimentar vegetariana do ser humano. Observo também que, fisiologicamente, os animais carnívoros produzem 10 vezes mais ácido muriático do que os vegetarianos, sendo este o caso dos seres humanos, que produzem menos ácido clorídrico no suco gástrico. Vemos ainda no processo digestivo que os animais produzem grande quantidade de bactérias de putrefação para poderem decompor, degenerar as carnes, fazendo com que se putrefaçam. Daí o fétido odor dos carnívoros. Deixe de comer carne por apenas uma semana e veja como seu cheiro muda, deixando de ser tão fedorento para ser até agradável. Os animais vegetarianos, tais como nós, produzem tão somente bactérias de fermentação para elaborarem a transformação digestiva dos alimentos. 

Mostro ainda que os animais vegetarianos respiram e transpiram por toda a pele através dos poros, para refresca-los, pois vivem durante o dia sob o sol, quando buscam seu alimento; enquanto os animais carnívoros transpiram não pela pele, mas pela língua, pois dormem durante o dia e à noite caçam, não precisando pois refrescar a pele. Já que transpiramos pela pele e não pela língua, somos, por origem vegetarianos. 

Outra prova, a seu ver, relaciona-se à curiosa maneira de beber água dos carnívoros, que o fazem com a língua, enquanto os vegetarianos a sorvem, chupam, bebem enfim a água, ao invés de lambê-las. Ele considera importante ainda notar que os animais vegetarianos, ao mastigarem seus alimentos, produzem um breve deslizar horizontal da mandíbula, mas os animais carnívoros simplesmente não mastigam porque não conseguem movê-la lateralmente, senão para cima e para baixo, engolindo a carne aos pedaços, isso porque fazem a digestão da carne no estômago e intestinos, enquanto nós, vegetarianos começamos a digerir na boca com a ptialina, enzima produzida junto com a saliva para digerir os aminoácidos, durante o processo de mastigação, e usando para isso os dentes molares que tem seu nome originário da pedra de mó, pedra de moer. Morrer é uma coisa que nenhum de nós quer. E entre morrer hoje e morrer amanhã, todos preferimos morrer amanhã e quanto mais tarde melhor. Gatos e cães, de quem tanto cuidamos e gostamos, infelizmente vivem muito pouco, entre 12 e 15 anos somente. O mesmo não ocorre com a tartaruga que vive perto de 300 anos, com o elefante, que vive em média 200 anos, ou ainda, com o falador papagaio, que vive cerca de 100 anos. Aparentemente eles nada tem em comum, pois um é réptil, o outro mamífero e o outro ave; um tem carapaça, o outro couro e outro penas. Mas, os três tem em comum o fato de serem vegetarianos, e a esse fato devem a sua longevidade. Para mim, se quisermos viver mais anos, e com melhor qualidade de vida, é imprescindível sermos vegetarianos. Outro coisa interessante de se perceber, na minha opinião, é que muitos de nós, hoje mais do que nunca, estamos assustados com a violência do mundo, que se intensifica de uma maneira assustadora; isso porque o "sangue é o adubo da violência". Lembrando, entretanto, que os animais vegetarianos vivem sempre em bandos, perfeitamente harmonizados entre si, e ainda com os de outras espécies, como girafas, zebras, antílopes, etc, que pastam em bandos juntos. Enquanto isso, os animais carnívoros delimitam seus territórios e seu poder sobre ele, e quase sempre estão sós ou quando muito junto a outros de sua própria espécie, no máximo de sua própria família. E ainda assim, muitas vezes, eles vêm comer seus próprios filhotes. 

Assim tornar-se vegetariano é também uma tentativa individual de atenuar a violência no mundo. Recomendo aos que desejam seguir uma alimentação consciente a se absterem de comer, vestir e usar qualquer produto de origem animal: carne, ovos, leite e laticínios, seja na comida, na roupa, utensílios ou remédios. Muitos pensam promover melhoria quando deixam de comer carne vermelha e passam a comer somente carne branca (frango, peixe, etc.). 

Ora, carne é carne, seja ela vermelha, branca, amarela ou azul. Além disso, a carne de peixe ou os frutos do mar são o pior karma alimentar que se adquire. Você já pescou? Já viu um peixe morrer? Já viu o desespero dos crustáceos vivos colocados numa panela de água quente? Sem falar que ela se putrefaz com extrema rapidez, pois em 1g de carne de peixe existem 870 mil bactérias, produzindo os comuns casos de intoxicação. Quanto às carnes de ave fazem o mesmo mal, já que constituem o maior produtor de colesterol que existe. E o peito de frango é o local onde se concentram mais hormônios, acrescidos dos já presentes na ração animal. Hormônios estes que também são usados para acelerar a intensificar o processo das regras menstruais das aves; sim, pois os ovos das galinhas nada mais são do que a menstruação das mesmas. Levando em conta que todos esses hormônios são femininos, imaginem o que eles não podem desencadear nos homens ao serem ingeridos, se já nas próprias mulheres produzem alterações. Advirto ainda quanto ao famoso caldinho de carne, que é tão rico em uréia que qualquer indivíduo que o levasse a uma análise perguntaria estupefato "Quem fez xixi na minha sopa?". 

Considero importante lembrar que, no espaço médio de uma sala, por exemplo, não se consegue criar qualquer tipo de animal de corte, boi, vaca, etc, mas se pode fazer muitos canteiros de cenouras, beterrabas, etc, o que nos leva a concluir também que a alimentação vegetariana tem um alcance social muito maior, alimentação muito mais pessoas com menos necessidade de espaço. "É absurdo o fato de que 60% da terra agricultável do mundo é dedicada ao plantio forrageiro, isto é, ao de alimentos para o gado.

Fonte: Helder Carvalho para o Jornal Ganesha (http://www.ganesha.jor.br) - outubro de 1993.

ACHEI NO ESTADÃO



Entre pitadas e piladas


As misturas de especiarias fazem mais que conferir sabor aos pratos. Elas são parte indissociável da identidade culinária de um povo. Seus aromas e sabores caracterizam estilos e tradições gastronômicas.

O ensopado indiano não existe sem o curry ou as masalas. E não há cuscuz capaz de conferir sotaque marroquino ao cordeiro preparado sem uma generosa porção de ras-el-hanout. Nem alma na comida mexicana feita sem o recado rojo.

'É a mistura de temperos mais popular no México. Recado rojo está para os mexicanos como as masalas estão para os indianos. É usado em inúmeros pratos', diz a cozinheira mexicana Lourdes Hernández Fuentes.

Nesta edição, o Paladar embarca em uma viagem ao redor do mundo em busca das combinações de especiarias, ervas e temperos que são a cara de algum lugar. Selecionamos dez clássicos, entre América, Europa, África e Ásia, que você pode reproduzir em casa.

Quer um gostinho de Oriente Médio? Combine sumagre, gergelim e tomilho. Eles são a base do zahtar, um tempero clássico da região. Churrasco texano? Tempere a carne com barbecue spice mix.

Quando o assunto é tempero, você vai ver que a companhia faz toda a diferença. Pense no cominho, por exemplo - aromático, ligeiramente picante com um toque de amargor. Ele assume seu lado cajun combinado com páprica, chiles e sementes de coentro. Mas vira mexicano ao lado de pimenta-da-jamaica, urucum, cravo e suco de laranja. Dependendo dos parceiros, ele se torna marroquino, etíope ou indiano. A pimenta-do-reino preta também integra temperos típicos de diferentes lugares. Noz-moscada é outra presença constante.

Nem toda combinação de temperos deve ser empregada da mesma forma. A maioria é usada em marinadas e no início do cozimento, mas algumas, entre elas as ervas da Provença e as cinco especiarias chinesas, também servem para finalizar pratos.

O ras-el-hanout deve ser empregado no início do cozimento para que os sabores de cada especiaria penetrem nos ingredientes', ensina o cozinheiro marroquino Mohammed El Mehdi Annassiq.

As prateleiras dos supermercados estão repletas de curry, zahtar, barbecue spice mix e muitos outros condimentos prontos. Mas o Paladar desafia você a fazer sua própria mistura.

É fácil, divertido e com a vantagem de você poder fazer pequenas modificações nas receitas para adaptá-las ao seu gosto. O berberé está suave? Aumente a pimenta. Gosta muito de coentro? Aumente a dose na hora de preparar seu garam masala.

No mundo todo as receitas variam de região para região, de família para família. 'Na Índia existem inúmeras misturas. Uma lembra a outra, mas no final, todas elas têm uma versão diferente, porque são feitas por pessoas diferentes', diz Nelo Linguanotto, proprietário da Bombay Herbs & Spices.

Faça como os indianos, etíopes, franceses e chineses: escolha a receita, prepare o almofariz e divirta-se entre as pitadas e as piladas.


CAJUN SPICE MIX
Origem: Estados Unidos

Como fazer: moa e misture bem 1/4 de xícara de chile em pó; 1/4 de xícara de páprica; 1/3 xícara de sal; 1 colher (sopa) de pimenta-do-reino preta; 1 colher (sopa) de manjericão desidratado; 1 colher (sopa) de cebola em pó; 1 colher (sopa) de coentro em grão; 1/2 colher (chá) de pimenta caiena; 2 colheres (chá) de tomilho seco; 1/4 de colher (chá) de cominho e 1/4 de colher (chá) de pimenta-do-reino branca. Use em: carnes assadas (porco, vaca e frango), sopas, molhos e massas


RECADO ROJO
Origem: México

Como fazer: moa 9 cabeças de alho; 1 pauzinho de canela; 12 pimentas-da-jamaica; 9 colheres (sopa) de urucum; 1 colher (chá) de cominho; 1/2 colher (chá) de cravo; 50g de chile seco. Acrescente suco de 1 laranja azeda (pode ser substituída por suco de laranja-pera e suco de limão em partes iguais) e sal a gosto Use em: carnes assadas, sopas e para marinar peixes de sabor potente, como a garoupa.


ZAHTAR
Origem: Oriente Médio

Como fazer: toste 4 colheres (sopa) de gergelim e misture com 2 colheres (sopa) de sumagre e 2 colheres (sopa) de tomilho seco. Use em: marinadas, carnes e no topo de pães.


PUDDING SPICE MIX
Origem: Inglaterra

Como fazer: moa e misture bem 2 colheres (sopa) de pimenta-da-jamaica; 2 pauzinhos de canela; 2 colheres (chá) de cravo; 2 colheres (chá) de noz-moscada ralada; 2 colheres (chá) de gengibre moído; 1 colher (chá) de sementes de cardamomo; 1 colher (chá) de coentro em grão Use em: bolos, pudins, biscoitos e pães


BERBERE
Origem: Etiópia

Como fazer: em uma frigideira toste levemente 2 colheres (chá) de semente de cominho; 4 cravos; 3/4 de colher (chá) de semente de cardamomo; 1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino em grãos; 1 colher (chá) de feno-grego. Deixe esfriar e moa junto com 1/2 colher (chá) de semente de coentro; 8 chiles pequenos e secos; 1/2 colher (chá) de gengibre ralado; 1/4 de colher (chá) de cúrcuma; 1 colher (chá) de sal; 2 e 1/2 colheres (chá) de páprica; 1/4 de colher (chá) de pimenta-da-jamaica; 1/8 de colher (chá) de canela moída e 1/8 de colher (chá) de cravo Use em: vegetais, frango ensopado e arroz


CINCO ESPECIARIAS CHINESAS
Origem: China

Como fazer: triture e misture bem 1 colher (chá) de pimenta sichuan; 1 colher (chá) de anis-estrelado; 1/4 de colher (chá) de semente de erva-doce; 1/2 colher (chá) de cravo; 1/2 colher (chá) de canela moída; 1/2 colher (chá) de sal; 1/4 de colher (chá) de pimenta-do-reino Use em: carnes gordurosas, como porco e pato. Também vai bem em vegetais e frutos do mar


RAS-EL-HANOUT
Origem: Marrocos

Como fazer: rale 2 nozes-moscadas inteiras e moa com 5 botões de rosa seca; 6 paus de canela; 2 colheres (sopa) de cominho; 12 pimentas da Jamaica; 6 lâminas de macis; 4 colheres (sopa) de cúrcuma; 1 colher (sopa) de semente de anis; 2 colheres (sopa) de pimenta caiena; 1 colher (sopa) de pimenta-do-reino branca; 1/2 colher (chá) de lavanda; 2 colheres (sopa) de pedaços de gengibre; 1 pedaço de galanga; 3 cravos e 10 sementes de cardamomo. Peneire Use em: peixes, frango, cordeiro e legumes. Para peixes, acrescente à mistura mais ervas secas e um cítrico, como casca de limão. Se for usar em carne de frango ou carneiro, faça uma mistura mais adocicada (com um pouco mais de canela e pimenta-da-jamaica)


BARBECUE SPICE MIX
Origem: Estados Unidos

Como fazer: pile 1 colher (chá) de semente de coentro; 1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino preta em grãos e misture com 2 colheres (sopa) de páprica; 1/2 colher (chá) de garam masala; 1 colher (sopa) de mostarda; 1 colher (sopa) de chile em pó; 1 colher (chá) de açúcar mascavo e 1/2 colher (chá) de tomilho seco Use em: carnes e peixes assados - especialmente quando preparados na churrasqueira


GARAM MASALA
Origem: Índia

Como fazer: ponha numa frigideira e mexa para tostar levemente em fogo médio, tomando cuidado para não queimar 2 colheres (sopa) de semente de cominho; 2 colheres (sopa) de semente de coentro: 2 colheres (sopa) de semente de cardamomo; 2 colheres (sopa) de pimenta-do-reino preta; 1 rama de canela em pedaços; 1 colher (chá) de noz-moscada ralada e 1/2 colher (chá) de açafrão. Espere esfriar e moa. Acrescente a noz-moscada e o açafrão. Use em: ensopados de carne de vaca e frango e pakoras (empanados) de legumes


ERVAS DA PROVENÇA
Origem: França

Como fazer: misture partes iguais de orégano, manjericão, segurelha, tomilho, alecrim e manjerona desidratados Use em: legumes assados, pizzas, omeletes e ensopados.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ECOGASTRONOMIA & SLOW FOOD - I

O movimento Slow Food representa a união entre a ética e o prazer da alimentação com uma palavra: ecogastronomia. Restitui ao alimento sua dignidade cultural, favorece a sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. Protege espécies vegetais e raças animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação.

O Slow Food preconiza o reconhecimento da importância do prazer aliado à alimentação. Devemos aprender a apreciar a larga gama de receitas e sabores e reconhecer a variedade de lugares e pessoas cultivando e produzindo alimentos. Devemos respeitar os ritmos das estações e da convivialidade.

Além disso, a receita desenvolvida por Carlo Petrini e os membros do Slow Food propõe um novo senso de responsabilidade na busca do prazer. Demanda que todos têm o direito de aproveitá-lo. O Slow Food chama este conceito de Ecogastronomia. É uma atitude capaz de combinar o respeito e interesse na cultura enogastronômica com apoio para aqueles que lutam para defender os alimentos e a biodiversidade agrícola no mundo todo.

Ainda dentro do princípio da ecogastronomia, o Slow Food apóia um novo modelo de agricultura, que é menos intensivo e mais saudável e sustentável, com base no conhecimento das comunidades locais. Este é o único tipo de agricultura capaz de oferecer formas de desenvolvimento para as regiões mais pobres do nosso planeta.

Por esta razão o Slow Food está comprometido a salvaguardar alimentos, matéria-prima e métodos tradicionais de cultivo e transformação dos alimentos. Luta para defender a biodiversidade de variedades sejam elas cultivadas ou selvagens, e proteger os locais de convívio que formam a herança cultural devido ao seu valor histórico, artístico e social.

Considerando uma variedade de fruta ou um prato tradicional local, não é possível ignorar sua relação com a história, cultura e ambiente de onde se originou. Portanto, o Slow Food estressa a importância da produção agrícola para manter o equilíbrio de respeito e troca com o ecossistema. É por isso que o Slow Food foi definido como um movimento de eco-gastrônomos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Casal de brasileiros faz sucesso com restaurante em Paris


Os dois (Celia Miranda e Gustavo Matos) foram para Paris estudar gastronomia (Le Cordon Bleu), compraram um apartamento e criaram um restaurante com um jeito caseiro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ya se puede estudiar cocina en Le Cordon Bleu en Madrid

Desde hace unos días, ya se puede estudiar cocina en Le Cordon Bleu, en Madrid. Esta famosa escuela de cocina, se ha instalado en las aulas de la Universidad Francisco de Vitoria, brindando a los futuros profesionales de la gastronomía, la posibilidad de aprender y perfeccionarse en el dominio de las técnicas culinarias.


La escuela está situada en las instalaciones de la Universidad, en Pozuelo de Alarcón, y aunque acaba de empezar a impartir sus primeras clases, cuenta ya con una lista de espera de más de dos años.




Le Cordon Bleu es toda una institución en la enseñanza de la cocina, y tiene más de un siglo de historia. Además de en Madrid, está presente en otros 15 países en todo el mundo. Junto a París y Londres, Madrid es la tercera sede que tiene Le Cordon Bleu en Europa.


Sin duda, la importancia de España como destino turístico y sobre todo, la calidad y prestigio de los Chefs españoles, han llevado a Le Cordon Bleu a tomar la decisión de instalarse en nuestro país.


Su titulación, “Le Grand Diplôme“, con 900 horas lectivas y 30 semanas de duración, une las especialidades de cocina y repostería. Este título está considerado como el más completo en técnicas culinarias francesas.


Estudiar cocina en Le Cordon Bleu es un sueño para cualquier persona que tenga vocación de chef o para cualquiera de nosotros, los que disfrutamos del apasionante mundo de la cocina y la gastronomía.


Más información| Universidad Francisco de Vitoria (http://www.ufv.es/oferta-formativa/le-cordon-bleu_2463)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O FUTURO

Há algum tempo atrás os esportes radicais ganharam espaço nos treinamentos e o espírito de equipe era fundamental para conseguir descer as corredeiras. Um lugar perfeito para treinar a concentração e o foco.

Agora a novidade em treinamentos é uma atividade que desperta sentimentos positivos para o trabalho corporativo: a gastronomia. Uma cozinha profissional exige organização, planejamento e hierarquia para que os pratos cheguem perfeitos à mesa dos clientes.

Nos treinamentos, as equipes preparam um prato em clima de competição, mas tudo termina num bom jantar. É sem dúvida uma maneira gostosa de interagir e treinar equipes.

Atividades desenvolvidas na cozinha que auxiliam o trabalho corporativo:

- Planejamento
- Delegar funções
- Aprender a seguir regras e hierarquias
- Tomada de decisões
- Administrar o tempo
- Comunicação
- Planejamento Estratégico.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Procura-se escola



Com a Copa do Mundo no Brasil e mais de 100 opções de curso, a profissão de chef continua em alta. Mas é preciso saber escolher bem antes de entrar na sala de aula.

Por Horst Kissmann
Fotos Ricardo D´Angelo
Colaborou Thaina Schwan

LEIA O ARTIGO NO BLOG DO PRAZERES DA MESA:

sábado, 27 de novembro de 2010

SUSTENTABILIDADE

É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, garantindo também a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
Essa visão tem-se propagado intensamente.
Atualmente, buscamos, não somente a sensibilização e a conscientização dos indivíduos, mas também o despestar de um pensamento inovador.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
É cada vez mais importante que as pessoas tenham consciência de que são parte integrante do mundo e não consumidoras do mundo.
O reconhecimento de que os recursos naturais são finitos e de que nós dependemos destes para a sobrevivência humana, para a conservação da diversidade biológica e para o próprio crescimento econômico é fundamental para o desenvolvimento sustentável, o qual sugere a utilização dos recursos naturais com qualidade e não em quantidade.





segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PROJETOS PAS ( PAS - Mesa)

Objetivos
  • Aumentar a segurança no preparo de alimentos prontos para consumo, visando redução de surtos de toxinfecção alimentares.
  • Desenvolver material técnico e de sensibilização para os segmentos de cozinhas industriais / hospitalares / escolares / comercial, bares e lanchonetes, lactários, nutrição enteral, banco de Leite, alimentação transportada, quiosque, ambulantes, catering, padarias e panificadoras.
  • Formar consultores / multiplicadores para disseminar a sistemática e apoiar a implantação. Difundir o Sistema através de seminários para os setores, em todo país.
  • Apoiar as empresas, através de treinamento e consultoria na implantação do Sistema, em todo país.

Justificativa
  • Os setores que atuam no preparo e na distribuição de alimentos prontos para o consumo, tais como cozinhas industriais, restaurantes, bares e similares e panificadores, estão frequentemente envolvidos em surtos de toxinfecções alimentares, sendo segundo as estatísticas, o setor mais implicado na ocorrência de surtos.
  • Atendimento aos requisitos legais do país.
  • Não há material específico disponível para o setor visando a conscientização e a orientação para implantação da ferramenta (B.P./APPCC).
  • A demanda feita pelo Ministério da Saúde - MS para atuar neste segmento, visando melhorar o quadro atual.

Estratégia e Diretrizes
  • O projeto será acompanhado, avaliado e direcionado pelo Comitê Gestor Nacional (CGN) o qual possui uma visão global das ações, desde o campo até a mesa.
  • O projeto PAS - Mesa será gerenciado por um técnico do SENAC, instituição com larga experiência e credibilidade em produzir materiais e desenvolver ações de treinamento nos setores cozinhas, restaurantes, bares e panificadoras.
  • Serão aproveitados os consultores / multiplicadores do projeto PAS-Indústria, bem como serão formados outros das novas instituições parceiras (SENAC, SESC, SESI) para, após repassar material e sistemática, atuarem na disseminação, capacitação e apoio a implantação do Sistema no setor.
  • As ações serão feitas através da seguinte sistemática: desenvolvimento dos produtos (material de sensibilização e técnico, cursos, etc); repasse dos materiais e da sistemática para os consultores/multiplicadores; capacitação de responsáveis técnicos (em cozinhas industriais) e de responsáveis operacionais (demais setores) para a implantação orientada ou autoimplantação
  • A abrangência será nacional, através dos SENAC/SESC, SENAI/SESI e SEBRAE estaduais, que formarão comitês estaduais para coordenar e supervisionar as ações.

Benefícios
  • Aumento da segurança dos alimentos preparados, prontos para consumo com benefícios diretos para a população brasileira, de modo geral.
  • Maior confiabilidade da alimentação para os setores de turismo, hospitalar e outros.
Público Alvo
  • Empresas do segmento de cozinhas industriais / hospitalares / escolares / comercial, bares e lanchonetes, lactários, nutrição enteral, banco de Leite, alimentação transportada, quiosque, ambulantes, catering, padarias e panificadoras.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Você está preparado para ser um chef de cozinha? - Alison Figueiredo


O mercado gastronômico está em alta e a tendência por uma maior demanda por profissionais na área já é realidade. Mas será que as pessoas que visam entrar neste mercado para trabalhar como chefs de cozinha sabem o que realmente os aguarda?

Muitas das pessoas que buscam entrar neste mercado vislumbram a possibilidade de se tornarem chefs de cozinha, ganhar um salário pomposo e o status de chef renomado. O caminho para atingir este sonho é árduo e começa do outro lado da panela. Quando digo o outro lado da panela estou me referindo ao lado onde o fogo esquenta e a sujeira agarra. É assim que começa a vida de um chef, por muitas vezes trabalhando apenas como ajudante lavando panelas impregnadas de gordura, mas cheias de sonhos.

Noto que nos cursos de gastronomia, muitos alunos acreditam que assim que concluírem a escola já trabalharão como Chefs de cozinha. Mas a realidade é completamente diferente. A formação de um chef de cozinha não se dá somente na sala de aula, ou melhor, na cozinha da escola de gastronomia. O status de chef se conquista com a experiência e é preciso fazer um pouco de tudo dentro da cozinha para um dia chegar a tal, desde lavar panelas até preparar os pratos, afinal se você se tornar um chef de cozinha é porque terá a capacidade de comandar uma equipe e para comandar é preciso saber fazer de tudo.

O importante é que se dediquem e façam estágios em vários estabelecimentos. A experiência de passar por várias cozinhas é importante, pois cada uma tem sua dinâmica de trabalho, um tipo de culinária e pessoas diferentes. Com esta experiência na bagagem com certeza os caminhos para se tornar um novo chef virão e juntamente com a conquista novas responsabilidades.

É importante ressaltar que um chef não se dá ao luxo de somente degustar os pratos deliciosos feitos na cozinha, mas também devem estar preparados para gerenciar a cozinha como um todo e isto inclui avaliar os custos dos pratos, matérias-primas, gerenciar sua brigada de trabalho, conflitos, propor soluções inovadoras, desenvolver nos pratos, entre várias outras funções. E então eu termino esta matéria com a mesma pergunta que fiz no início. Você está preparado para ser um chef de cozinha?

Fonte: Gestão de Restaurantes