RSS

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cinco pensamentos necessários para transformar seu negócio em sustentável

De acordo com uma pesquisa feita pelo MIT e o Boston Consulting Group, 70% das mais de 2.000 companhias entrevistadas de todo mundo pretendem investir mais na área de sustentabilidade. Esse cenário global ocorre especialmente pelas mudanças que a sociedade sofre, visto que hoje as pessoas estão mais comprometidas com as questões sociais e vêm com bons olhos as empresas que também estão.

Um negócio é sustentável quando pensa em tudo e todos, isto é, planeja atividades, produtos, serviços e até ações de marketing levando em conta o bem estar da população e a conservação do planeta. A idéia pode parecer romântica, mas está extremamente atrelada aos lucros que a conservação do planeta trará para as empresas.

No caso das micro e pequenas empresas existem grandes vantagens em aplicar negócios sustentáveis. Confira abaixo cinco pensamentos que você deve ter em mente antes de transformar seu negócio em sustentável 

1- Imagem
As empresas que estão investindo em sustentabilidade e transformando sua visão de negócio além de contribuir de fato com o meio ambiente e sociedade a sua volta ficam com uma excelente imagem. Isso ocorre porque ela mostra aos clientes e fornecedores que é uma companhia que tem a responsabilidade social como princípio.

2- Pensar sustentável
Não adianta optar pela sustentabilidade apenas porque todos estão falando e porque é preciso fazer igual, esse pensamento é superficial. A partir do momento que você encara um novo projeto com a mesma lógica dos antigos ele não dará certo como antes era esperado. Invista em pesquisas e busque novos materiais e tecnologias, saiba sobre o ciclo de vida de seu produto, certifique-se de onde vem o material e se há como fazer o mesmo produto de maneira mais sustentável.

3- Informe-se
A partir do momento que você busca informações e cria uma consciência ambiental seu desejo por respeitar o meio ambiente e a sociedade passa a aumentar. Certifique-se também que seus colaboradores e fornecedores tenham conhecimentos sobre práticas e ações sustentáveis que podem ajudar o meio ambiente, como por exemplo, reduzir os gases do efeito estufa

4- Economia
Quando o negócio passa a ser sustentável seu custo inicial acaba sendo um pouco mais caro para aplicar a tecnologia, entretanto a manutenção é muito menor do que um negócio que não seja sustentável. Além disso, certas medidas podem ser tomadas, como não utilizar ar condicionado em dias mais frios, já que esses aparelhos emitem gases poluentes que contribuem com o efeito estufa.

5- Planeje
Para investir em sustentabilidade é preciso rever os processos, avaliar a matéria-prima utilizada e até mesmo os contratos que já foram assinados. Como as micro e pequenas empresas são menores, as alterações podem ser feitas mais rapidamente, portanto planeje suas mudanças.

Fontes: 
- Ana Esteves, presidente da AMCE
- Ana Ghislane, coordenadora do curso "Mudanças Climáticas e Sustentabilidade", do departamento de Engenharia Civil do CTC (Centro Técnico Científico) da PUC-RIO
- Davis de Luna Tenório, presidente do Grupo Eco
- Dorli Terezinha Martins, consultora do Sebrae-SP 

Obtido no fórum do portal Santander Empreendedor.

segunda-feira, 28 de março de 2011

FOODista


O Foodista é uma plataforma lançada no ano passado em Seattle, nos Estados Unidos, cujo objectivo é construir e partilhar receitas.

Funciona como a Wikipedia – ou seja, podem-se editar artigos, melhorar e alterar receitas – e tem também informações sobre os ingredientes básicos, combinação de ingredientes, técnicas de cozinha e instrumentos (ou aparelhos) de cozinha.

A Wikipedia das receitas tem milhares de fotos de pratos perfeitos – demasiado perfeitos, por vezes… – em alta resolução. E conteúdos editáveis ou links para blogs específicos relacionados com este assunto.

quarta-feira, 16 de março de 2011

As Artimanhas dos Supermercados



(Gastronomia Descomplicada)
[http://gastronomiadescomplicada.blogspot.com/2011/02/as-artimanhas-dos-supermercados.html?spref=bl


"A partir de março, nós brasileiros precisaremos ficar atentos, pois a inflação dos alimentos deve voltar a acelerar. A saída é economizar e não cair nas armadilhas dos supermercados. Para os consumidores, existem algumas dicas parar fugir dessa alta de preços e fazer o consumidor economizar algum dinheiro."


1 - Ir ao supermercado sem fome é a lei número 1 do consumidor prevenido. Mas você sabia que gasta menos quando faz compras sozinho? Esse cuidado pode reduzir em até 30% sua conta do supermercado.


2 - A variação de preços entre o mesmo produto pode chegar a 151%, comparando a marca líder e as marcas próprias dos supermercados. Ou seja, comprar as marcas que levam o nome do supermercado pode ser econômico. Em análises, foi observado, por exemplo, que sacos de lixo da marca CARREFOUR, facricada pela EMBALIXO, custava R$ 3,29, enquanto a mesma mercadoria, com o selo do fabricante custava R$ 8,29. Exatamente o mesmo produto, produzido e embalado pela mesma empresa, chega a apresentar uma diferença muito significativa. Segundo a EMBRAPO (Associação Brasileira de Marcas Próprias), os genéricos são, em média, 15% mais baratos do que seus similares.


3 - Essa dica todo mundo já conhece, mas insiste em não fazer. Ir com os filhos ao supermercado pode ser um programa agradável. Mas acreditem, se o objetivo for economizar, é melhor deixar as crianças em casa. Os filhos enchem o carrinho de guloseimas e outros produtos supérfluos, geralmente muito caros. Afinal, poucas pessoas sabem dizer não a uma criança pidona, ainda mais quando estão em público e o medo de possíveis manhas está sempre presente.


4 - O principal objetivo de um mercado é ser um ambiente de onde os consumidores não queiram sair. Por isso, as cores e a temperatura são agradáveis. A disposição dos corredores faz com que você ande mais e bata o olho em outros produtos. Vale reparar também como as lojas nunca contam com janelas ou relógios, afinal elas nos fazem desviar a atenção das gôndolas. Neste caso, seja objetivo e leve uma listinha para não se perder neste fantástico mundo.


5 - Tome cuidado com o trânsito de carrinhos. Não é à toa que os corredores são tão estreitos. Dois carrinhos, por exemplo, já são suficientes para congestionar o espaço e, consequentemente, desviar sua atenção para outros produtos enquanto você aguarda a liberação do trânsito.


6 - Nem sempre os produtos em promoção são os mais baratos. Acostumem-se a olhar a prateleira inteirinha antes de escolher o que vai levar. Na altura dos olhos estão os mais caros. Ao alcance das mãos, aqueles que podem ser levados por impulso. Embaixo, os que mais chamam a atenção da criançada, principalmente nas seções de doces e brinquedos.


7 - É perto da entrada principal que ficam dispostos os produtos mais tentadores (como eletroeletrônicos) e as ofertas sazonais (por exemplo, ovos de Páscoa e presentes para o Dia das Crianças). Tudo tem apelo visual. Como o carrinho está vazio, você fica ainda mais propenso a comprar.


8 - As gôndolas que ficam perto dos caixas estão repletas de produtos pequenos, capazes de caber mesmo num carrinho lotado. Apesar de serem miúdos, os preços podem ser bem salgados.


9 - Ao encontrar uma promoção do tipo ''pague 1, leve 2'', confira o preço individual. Nem sempre a promoção vale a pena. Outra possibilidade é em vez de levar uma embalagem a cada semana, você optar por uma maior e pagar menos por cada unidade do produto.


10 - O leite não está mais onde ficava? Tranquilo, você não sofre de problema de memória... Alterar repentinamente a disposição dos produtos é outra artimanha dos mercados. Assim, você é obrigado a andar mais dentro da loja. A mesma estratégia faz com que os produtos básicos, como carnes e verduras, fiquem bem ao fundo do estabelecimento.


 11 - Uma dica muito importante para economizar com frutas, verduras e legumes é saber as épocas de safra de cada uma. Durante esses períodos os preços são sempre mais baixos e a qualidade do alimento é muito melhor.


12 - Concluindo, antes de sair de casa, faça uma lista dos produtos que estão em falta. E não pare nas seções que não têm itens presentes na sua lista.

sábado, 5 de março de 2011

COMER E IDEALIZAR: evoluções na gastronomia.

RESUMO
Este trabalho aborda a conceitualização do termo gastronomia, e de como pode ser entendido no dias de hoje. Como foi estudado ao longo do curso através de disciplinas teóricas e vivências experienciadas, com a proposta de elucidar o conteúdo histórico, sociológico e antropológico da gastronomia. Aborda algumas das tendências da alimentação contemporânea e antiga, como elas se relacionam entre si, e a ressonância nas diversas sociedades. Trata do patrimônio alimentar e gastronômico, do contexto de transformação das práticas alimentares, da diversidade dos sistemas alimentares, também do aspecto que é fundamental na significação da alimentação: a identidade. Discute a relação da alimentação como forma de poder e distinção social. Situa a alimentação na perspectiva da cultura material. Procura contextualizar problemáticas da alimentação na sociedade de consumo, como as questões da ética, tecnologia e ciência. Debate diferentes posicionamentos acerca dos transgênicos, da fome e da segurança alimentar. Enfatiza que existem inúmeras respostas para o conceito de gastronomia, o quanto é importante dar-se conta de que a história é dinâmica e a sociedade está em constante mutação, e como a gastronomia segue essa tendência.

INTRODUÇÃO

No dia três de março de dois mil e oito, teve início o curso Vivências Culturais de pós-graduação em gastronomia. Durante as primeiras aulas, num misto de curiosidade e alienação, a turma composta por profissionais de diversas áreas, era apresentada a termos como gastrônomo, gourmet e gosto. Aos professores, Wanessa C. Asfora e Carlos Alberto Dória couberam a tarefa, além de ministrar as devidas disciplinas, de instigar os alunos a abrirem suas mentes para conceitos referentes à sociologia, história e antropologia. Conceitos que, para grande maioria destes alunos, eram inexistentes no que se compreendia por gastronomia.

O termo gastronomia, no início deste curso, poderia ser facilmente descrito como “uma disciplina onde se ensina receitas de alto padrão e técnicas a serem utilizadas na elaboração dos pratos”. Esses alunos sabiam pouco sobre a importância da disciplina, e o que realmente significa nos dias de hoje. Mas se matricularam no curso porque, em sua ignorância, sabiam que o estudo da gastronomia vai muito além da elaboração belos pratos. Como descreve Paula Pinto e Silva: “A gastronomia está em alta. Antes reservada ao recinto das cozinhas e a publicações especializadas, hoje já freqüenta livremente todos os espaços do nosso cotidiano, a tal ponto que, atraindo o interesse de um público cada vez maior e dos meios acadêmicos, foi parar na sala de aula dos cursos superiores.” (SILVA, 2005, p.7)

O curso, através das disciplinas teóricas e vivências experienciadas ao longo do ano, tevê a proposta de elucidar o conteúdo histórico, sociológico e antropológico da gastronomia. Palestras, experiências, visitas e aulas foram elaboradas para formular, com mais embasamento, o conceito gastronômico. As pesquisas usadas, para esse trabalho de conclusão de curso, foram os papers elaborados ao final de cada uma das cinco vivências. Nestas vivências, as experiências, também descritas por Henrique Carneiro como “distinção social pelo gosto, restrições e imposições dietéticas, identidades étnicas e construção de papéis dentro de uma sociedade” (2003, p.1), formaram um conjunto prático e teórico para demonstrar o amplo campo gastronômico.

A primeira vivência, Afinal, comemos com os olhos, com a mente ou com a boca?, Teve como meta associar os cinco sentidos – olfato, audição, visão e paladar – às lembranças e gostos de cada indivíduo. Como cada alimento pode trazer informações associadas a dois diferentes enfoques, o biológico /natural e o econômico/cultural (CARNEIRO, 2005). Com experiências sensoriais, em conjunto com o patrimônio cultural de cada aluno, pode-se reconhecer informações que identificaram o alimento, de acordo com os conceitos de bom e ruim. A partir desse conceito de bom e ruim, foram passadas explicações para entender o significado de sabor e gosto. Sabor é classificado por processos puramente fisiológicos, resultado da associação palativa das papilas gustativas, do aroma, e das sensações táteis químicas, não podendo ser classificado como bom ou ruim. Gosto é o conjunto de sabores, numa concepção coletiva, influenciado pelos padrões culturais desta sociedade, não podendo ser individual, reproduzido principalmente no âmbito familiar (DÓRIA 2009a).

“A definição do gosto faz parte do patrimônio cultural das sociedades humanas. Assim como há gostos e predileções diversos em diferentes povos e regiões do mundo, assim os gostos e as predileções mudam no decorrer dos séculos”. (MONTANARI, 2008, p. 95)

A parte final da vivência abrigou a palestra da antropóloga brasileira Paula Pinto e Silva, como convidada especial. Em outras palavras, e também descrito em seu livro, Paula exemplificou um idioma culinário próprio, “com base nos alimentos, utensílios e modos de comer das diferentes culturas do brasileiro” (2005, p.26). Assim mostrou, com um conteúdo antropológico nacional, os enfoques já descritos acima por Carneiro. Paula defendeu que os caminhos da antropologia, junto com a cozinha da sociedade colonial, com ingredientes indígenas, de negros e brancos, consolidaram o patrimônio cultural e biológico brasileiro.

Com a segunda vivência, Mesas, cardápios e banquetes, refeições de época foram encenadas com intuito de recriarem o patrimônio cultural, social e gastronômico de diferentes épocas. Começa com encenação de um ambiente familiar camponês na alta idade média, onde o pão, os cereais e um pouco de carne formavam base da alimentação da classe pobre medieval. De acordo com Allen Grieco1, quanto mais baixa a posição social, maios era a porcentagem para compra de pão. O pão, com uma pouca quantidade de carne, era o complemento para as sopas e papas feitas espacialmente de cereais e legumes, que para esta classe, era a maneira ideal de utilizar ao máximo os poucos ingredientes da sua dieta, o que se julgava ser, pela alta sociedade, comida fora dos padrões divinos.

A segunda recriação foi um casamento italiano renascentista no final século XV. Numa Itália, onde o comércio e costumes estavam à frente do restante da Europa2, houve a introdução de uma variedade maior de especiarias, e também a reabilitação de alimentos que antes eram excluídos da alta sociedade, como os legumes. Para esta montagem foram recriados personagens da corte italiana, como o scalco e o trinchante, também como regras de etiqueta, tocando trombetas para cada seqüência de pratos, e uma bancada representando a credenza (STRONG, 2004). A última encenação foi um jantar francês, no início do séc. XIX, com mesa posta à la russe, onde no cerimonial, os pratos são servidos ao mesmo tempo e individualmente.

Intitulada Visita técnica – restaurantes, a vivência três abordou temas sobre logística, práticas gastronômicas e conceitos de três diferentes estabelecimentos. Nesta vivência, por meio de discussões, foi apresentado o Restaurante Valentina, como um ambiente mais despretensioso, onde o comfort food, faz parte do cardápio sazonal e italiano da casa. No Dui, segundo restaurante visitado, com um cardápio fixo, a chef bel Coelho explicou que sua inspiração vem de todos os lugares: filmes, teatro, música, e principalmente, dos ingredientes. Citou a dificuldade para encontrar ingredientes brasileiros de boa qualidade. Na terceira e última visita do dia fomos recebidos pela perfeição: funcionários rigorosamente vestidos e com sorrisos padronizados nos receberam na cafeteria Nespresso.

A culturalização e valorização dos ingredientes permearam boa parte desta vivência. Para Mariana Valentin, chef do Valentina, o ingrediente é questão de apropriação cultural e econômica3. Ela enfatiza que é necessário ter sempre em mente a sazonalidade para trabalhar com custos mais baixos, em um estabelecimento com preços mais acessíveis. Já, a chef Bel Coelho, explicou a dificuldade que muitas vezes enfrenta para ter acesso a ingredientes específicos e pequenos produtores. Tenta compreender porque alguns ingredientes nacionais podem ser mais caros do que um importado, e, em parceria com outra chef brasileira, estuda maneiras de melhorar a logística gastronômica dentro do Brasil. Neste ponto de vista, a chef Bel Coelho idealiza o que Carlo Petrini descreve sobre “ser um gastrônomo”: “Coprodutor que compartilha idéias e prazer, além de busca por qualidade, felicidade e de uma nova dignidade para os campos e as pessoas que produzem o alimento. O gastrônomo compartilha seu ser gastrônomo com outros produtores, chefs, [...] desmistificando o duplo princípio de duas frases emblemáticas: comer é um ato agrícola e produzir deve ser um ato gastronômico.” (PETRINI, 2009, p.10)

A vivência quatro, intitulada Polêmicas na alimentação, pega carona o aspecto sócio/ambiental da cozinha de ingredientes, assunto superficialmente explicado vivência anterior. Em formato de mesa redonda, as professoras e profissionais da área de gastronomia, Wanessa C. Asfora, Joyce Galvão e Martha Tatini debateram a fundo, pontos como: comercialização de transgênicos, aumento da tecnologia na indústria do agribusiness, uso de fertilizantes e agrotóxicos, ataque ao meio ambiente, nutrição nos dias atuais e o impacto de todos esses fatores na saúde do homem.

O livro de Michael Pollan, Em defesa da Comida. Um manifesto, foi utilizado como disparador da discussão na mesa redonda, mas os tópicos, abordados na mesma, foram além da questão do nutricionismo levantada pelo autor4. A questão da doutrina nutricionista se insere em um panorama maior, quando explorada dentro da perspectiva de todas as questões contemporâneas relacionadas à alimentação. Elencaram-se cinco tópicos: comida e prazer, comida e vida contemporânea, o discurso dos orgânicos, o papel da mídia e a perspectiva histórica. Tópicos que serão explicados na seção 2.4 do desenvolvimento neste trabalho.

Na última vivência, Roteiros turísticos, cada grupo teve um enfoque específico de lazer e tipologia, em estabelecimentos variados do ramo gastronômico. Foram apresentados lugares como: padaria, mercearia, restaurante de comida típica, restaurante com cozinha mais refinada, cafeteria e bar. Em cada estabelecimento, os alunos ouviram explicações sobre a história do local, logística, cardápio e conceito. Também foi explicado o ponto de vista do empreendimento sobre o que se procura, e demanda, a clientela desses estabelecimentos. Outra parte importante dessa vivência foi a elaboração de um roteiro turístico com enfoque na gastronomia. O detalhamento deste aspecto foi o principal ponto para esta vivência ser dividida entre os grupos. Foram elaborados trajetos específicos, levando em conta pontos turísticos da cidade de São Paulo, em conjunto com atividades de cunho social, voltadas para o entretenimento do percurso na vivência. Com enfoque nas cafeterias, um nicho novo no Brasil, o grupo precisou relevar a problemática de pouco conteúdo específico para pesquisa sobre esse setor no Brasil.

Este trabalho tem o objetivo de detalhar as experiências vivenciadas ao longo do curso de pós-graduação, que serviram de ferramenta para complementar o conteúdo teórico, na formação do que se define, nos dias de hoje, por gastronomia.

“A gastronomia é um saber gratuito porque modifica artificialmente a relação saber-necessidade da alimentação. Só se pode reivindicar dentro do espírito lúdico [...], pois quando o gourmet cai na tentação do sectarismo e do dogma, transforma-se num pedante árbitro do nada.” (Manuel Vásquez Montalbàn apud DÓRIA, 2009a, p.3)

1 FLANDRIN; MONTANARI, 1998 apud GRIECO, p.467.2 Ver STRONG, 2004, capítulo 4.3 Para um melhor entendimento sobre apropriação cultural e gastronômica, ler o livreto: DÓRIA, Carlos Alberto. A formação da culinária brasileira. São Paulo: Publifolha, 2009. Também explicações sobre sistemas alimentares e assimilação, nas seções Ninguém cozinha em abstratoe Olhar para o Oriente do capítulo 2. DÓRIA, Carlos Alberto. A Culinária Materialista: a construção racional do alimento e do prazer gastronômico. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.4 Descrito no primeiro capítulo, The Age of Nutricionism. POLLAN, Michael. In Defense of Food: an eater’s manifesto. New York, NY: The Penguin Press, 2009.

Fonte
Comer e idealizar: evoluções na gastronomia publicado 10/05/2010 por Luana Budel em 

Luana Budel
Diplomada em Gastronomia pela FMU-Faculdades Metropolitanas Unidas. Trabalhou em casas paulistanas, como os extintos Restaurante Namesa e Livraria Millie Foglie. Viveu em Amsterdam, Holanda, como chef/sócia do Green Planet Restaurant, restaurante orgânico/vegetariano. De volta ao Brasil chefiou a cozinha quente do restaurante japonês Kosushi em São Paulo. Pós-graduada em Gastronomia – Vivências Culturais, no SENAC e membro do Slow Food. Atualmente, com o projeto Falando Abobrinhas.